Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Teoria da Impossibilidade de ganhar…

Um pai de família, comum e corrente, foi entrevistado. A conversa correu mais ou menos assim:

 

Jornalista: A que dedica a sua vida?

Pai de família: A trabalhar.

 

J.: Sempre a trabalhar?

P. de f.: A maior parte do tempo. Já reparou neste carro que tenho estacionado na minha garagem desta fantástica casa?

 

J.: Sim, são muito bonitos. Está a querer dizer que dedica o seu trabalho a esse carro e a essa casa?

P. de f.: Para que é que uma pessoa se mata a trabalhar? Ao menos que tenhamos as coisas, para que a família seja mais feliz.

 

J.: Quer dizer que você e a sua família passam muito tempo a usufruir do fruto do vosso trabalho, que é esta casa e esse carro?

P. de f.: “Muito tempo?” (Expressão de confusão). Estas coisas são caras e para as ter é preciso trabalhar muito. Passamos a semana toda a trabalhar. Às vezes até o sábado, porque a vida está cara e é preciso comer, pagar a escola dos miúdos, os impostos, os transportes, a saúde, o telemóvel, etc… Uma imensidão de despesas. Acontece só nos cruzarmos ao domingo quando os miúdos vêm à cozinha buscar o almoço para comer no quarto enquanto jogam e a mulher ajuda-os a prepará-lo. Mas tiramos umas duas semaninhas de férias todos os anos, apesar de que os miúdos agora já não queiram vir connosco. Cresceram, sabe?

 

J.: Acompanhou o crescimento deles?

P. de f.: Claro.

 

J.: Isso quer dizer que aumentou o ritmo de trabalho agora, porque antes dedicava mais tempo à família?

P. de f.: “Mais tempo?” (volta o ar confuso).O tempo não paga contas. Eu acompanhei o seu crescimento. Quem é que acha que pagou as fraldas, a creche, e as mil coisas que eles precisam para crescer? Fui eu. Nunca lhes deixei faltar nada.

 

J.: Não acha que lhes faltou com o seu tempo?

P. de f.: Oh! (Expressão de enfadado). Migo, já lhe disse que não lhes deixei faltar nada. Olhe a casa! Olhe este carro! Acha que lhes deixei faltar alguma coisa? Quando me viam, eles pediam e eu assim que podia dava-lhes.

 

J.: Partilham ocasiões especiais? Falo do dia do pai, festas de aniversário, jantares e outros encontros do género?

P. de f.: Normalmente, nessas ocasiões deixam-me ficar um presente na mesa da sala. Eu também não os desiludo, pergunto sempre à minha mulher o que é que eles querem para a ocasião e dou-lhe dinheiro para ela o comprar. Não lhes falta nada!

 

J.: Qual foi o presente que lhes deu que eles mais gostaram?

P. de f.: Huuummm! Não recordo, de momento. Estão sempre a pedir coisas novas.(Expressão divertida).

 

J.: E jantares especiais, partilham algum em particular?

P. de f.: O Natal. Reunimos a família toda na casa dos meus sogros, que é maior e cabemos todos. É uma festa! Esperamos o ano todo por esse dia.

 

J.: Abdicaria de alguma das coisas que possui para ganhar tempo e dedicá-lo a usufruir junto com os seus familiares?

 

O pai de família coloca um novamente um ar confuso.

P. de f.: Pode repetir a pergunta?

 

…................................................................................................................................................................

 

Einstein explicou-nos que existe uma relação espaço-tempo onde o tempo corre de formas diferentes, dependendo da forma como nos deslocamos no espaço.

Acho que essa teoria se pode aplicar à relação vida-dinheiro, neste caso parece que quanto mais tempo se gasta a acumular o dito dinheiro, menos tempo se consegue para viver/experimentar/usufruir.

 

Como diz a minha amiga Carla:

 

“Não tenho. EU SOU.”

dark-light.jpg

 Foto do blog "Âncora do Velho Barco".