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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Eleições francesas

As estatísticas apontam para a eleição de Emmanuel Macron como o próximo Presidente da República Francesa. Acontece que as estatísticas são totalmente falíveis como podemos verificar nas últimas eleições americanas. Tendo isso em conta, pus-me a pensar no que é que poderia correr mal se um ou outro candidato fosse eleito. Só pensei no mal porque quando as coisas correm bem existe sempre solução, o problema é quando correm mal.

 

Se Macron for eleito, o futuro pode ser toda uma surpresa, visto que ele é praticamente desconhecido pela maioria. O que se sabe é que durante um tempo fez parte do executivo de Manuel Valls acabando por se despedir por incompatibilidades de ideias e que esteve ligado profissionalmente à Banca. Conhecer a Banca pode ser uma mais valia numa altura em que o mundo se governa pelas suas linhas. E é um candidato politicamente cinzento, porque tenta não se posicionar em ideias muito radicais, o que nos dias que correm parece-me o equilíbrio necessário. O grande contra é que ele parece propor mais do mesmo e o povo encontra-se algo cansado desta receita. E quando digo mais do mesmo, falo da proteção dos interesses capitalistas sobre os interesses da maioria. Os franceses são de alguma forma um povo “mimado” que começa a ver que a Globalização convida à partilha da riqueza com outros povos e não quer abrir mão do seu lugar “prestigiado” no mundo, mesmo que isso signifique a médio e longo prazo um Mundo mais justo para todos. Então, todas as ideias de abertura são vista com receio e medo. Macron tenta uma “saia justa” propondo ideias para mobilizar a economia mantendo no ar a ideia de manter a porta exterior apenas entreaberta aos interesses franceses. Será isso possível?

 

Por outro lado, temos uma candidata muito conhecida, dona de uma inteligência manipuladora brilhante e com ideias muito radicais. Ela propõe uma França para os franceses, que é mais ou menos como nós termos uma quinta com animais e fecharmos as portas a tudo o que venha do exterior. Até podemos sobreviver com o produto da nossa terra e os nossos animais durante um tempo, mas as condições de trabalho serão mais complicadas e apenas com o mercado interno os lucros são poucos. Teremos de rezar para que não exista nenhuma catástrofe natural na nossa terra que impeça os nossos terrenos de nos dar alimento, porque temos a porta fechada e não poderemos procurar fora, aquilo que já não temos dentro dos limites da nossa propriedade. Ou seja, se os franceses se fecharem, parece-me que vão arranjar mais problemas do que soluções. Se alguma dúvida existir, sobre os resultados destas políticas protecionistas, basta colocar os olhos na Venezuela ou em Cuba.

 

 Se as fronteiras se fecham, não sai capital francês, mas dificilmente entra capital estrangeiro que é o que faz a economia francesa atual funcionar (e a maioria das outras economias, também). A troca de mão de obra e conhecimentos entre povos é o que faz as nações se desenvolverem e superarem as catástrofes naturais e não naturais sem grandes sobressaltos e a França é a prova disso, porque após a Guerra foi a entrada de mão de obra externa que fez da reconstrução da França, um sucesso. Reparem que as nações mais desenvolvidas são também as que mais mão de obra externa recebem: Estados Unidos da América todo construído por estrangeiros, Alemanha reconstruída por estrangeiros, França, Canadá, Reino Unido, etc… Além de eu achar que “fechar” fronteiras não vai resolver nada e muito menos a violência porque está mais que provado que a violência nasce dentro da França e não fora dela, eu tenho sérias dúvidas quanto à utilidade de uma Governante que despreza o capital estrangeiro, mas não tem nenhum pudor em inventar empregos no Parlamento Europeu para sacar uns milhares de euros aos contribuintes europeus, para uso próprio.

 

Governar uma nação é uma tarefa MUITO complexa, apesar disso, a decisão está na mão de uma maioria que vai votar fazendo raciocínios simples como estes que aqui vos deixo. Os votos não são na sua grande maioria o resultado de uma informação de qualidade que foi ponderada, os votos são na sua grande maioria o resultado da nossa identificação com as ideias que mais se aproximam das que já possuímos sem termos forma de saber se para a função a que elas se propõem podem funcionar. Uma ideia que funciona numa situação pode ser completamente disparatada noutras situações, mas quando vamos votar o desconhecido é tão grande, que nem nos damos ao trabalho de o pensar. E eu acho que as sociedades precisam começar a trabalhar isso, para termos futuras sociedade mais justas e prósperas, onde os interesses de minorias com poder não se sobreponham aos interesses das maiorias construtoras e produtoras. Devemos pensá-lo!  

 

Não sei quem vai ganhar, desconfio muito de estatísticas, mas o que se tem certeza absoluta é que as coisas vão mudar, porque a manutenção da situação atual está impossível. A situação atual alimenta a diferença que por si só é combustível para a violência e isso é preciso mudar em nome de um futuro Europeu de Paz e Prosperidade. A França atualmente não é apenas dos franceses e todos devemos contribuir para o seu sucesso, porque o seu sucesso é o nosso sucesso!