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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

A culpa é sempre da escola ? Porquê ?

Claro que não! Mas, pelo mesmo motivo a culpa de alguns é mais fácil de imputar ao povo. Ambos são colectivos sem rosto e sem voz única, o que os torna alvos ideais para carregar as culpas alheias. Afinal a escola não vai sair atrás de nós a pedir contas, no máximo virá a pessoa “x”, e aí nós defendemo-nos dizendo: “Eu não o culpei a si, foi à escola”. Dá um jeeeeiiiiiiito.

 

Mas na verdade, a escola e o que ela proporciona, é vital para a educação dos jovens futuros cidadãos do mundo.

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Imagem no site "Història Real" 

Não sou a única a acreditar que a educação pode fazer a diferença. O Sr. Nelson Mandela já o defendia, Malala Yousafzai apregoa-o, e outros senhores e senhoras que conseguiram inscrever o seu nome na história mundial acreditavam que este é o caminho.

 

Mas afinal o que é a educação?

 

A educação é um conjunto de formações, que devem ser ministradas ao individuo desde o nascimento, e pela vida fora. Essas formações precisam de diferentes actores: pais, família, amigos, pais dos amigos, escola, comunidade, etc… Todos têm como responsabilidade formar o caracter, passar conhecimentos, formar socialmente e emocionalmente o novo individuo em crescimento. Todos desempenham um papel essencial, mas existem dois que se destacam pela proximidade que estabelecem com o individuo: os pais, e a escola.

(Outras visões)

 

Aos pais:

 

A tarefa mais hercúlea cabe aos pais, sem dúvida nenhuma. Estes têm a obrigação de estar na linha da frente na passagem de Valores e assegurar-se de fazer as melhores escolhas para que o seu filho tenha acesso às melhores formações e consiga arrecadar e aprender o que for possível. Mas os pais não estão sozinhos, nesta tarefa. Seria impossível numa sociedade que precisa estabelecer contactos, e trocar impressões.

 

E hoje em dia, em muitas sociedades, o tempo que os pais dispõem para os filhos é residual. Passam mais de 9horas diárias, num emprego que ainda cobra horas extras com a ameaça de retirar o sustento familiar. Os horários da maioria dos empregos entra nos fins-de-semana, que antes era o templo familiar, entra nas horas de refeições que era a hora da partilha, …As próprias ambições profissionais, que deviam ter sido revistas, antes da escolha de ter um filho, e que agora chocam com a realidade.

 

Pede-se aos pais que cumpram as suas obrigações perante a escolha que fizeram: ter um filho. Mas não se proporciona condições. Os governos que nós pagamos com os nossos impostos em vez de zelar pelos interesses da nossa sociedade, anda entretido a jogar no financeiro, a tentar descobrir mais formas de continuar a encher os bolsos de meia dúzia, com o esforço diário dos outros milhões de cidadãos. E sempre que se centraliza poder, é isto que acontece.

 

Mas a verdade é que as coisas têm de mudar. Os que escolhem a paternidade têm a obrigação de a assumir. O novo ser é fruto de uma escolha e não de uma decisão própria, não tem de sofrer a indiferença e irresponsabilidade. Se não estão há altura, então optem por não ter filhos, têm essa liberdade.

 

Mas numa sociedade tão exigente, com tantas variáveis e tantos actores, os pais por mais dedicados e atentos que estejam não são o suficiente, para uma evolução saudável. E aí entram os outros actores: a família, a comunidade, a escola.

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 Imagem em "Escola Irio Manganelli"

A escola, actualmente é o sítio onde os jovens passam a maior parte do seu tempo útil, e por isso ganha uma importância especial.

 

A escola:

 

A escola existe para partilhar conhecimentos. E os conhecimentos têm muitas áreas, na maioria interligadas. Não se aprende a escrever, se antes não soubermos desenhar. Porque a escrita é o desenho das letras ligadas entre si para formar palavras, frases, textos, …

E ninguém nos vai ensinar a fazer contas, se antes não aprendermos os números e o sentido real das operações de somar, subtrair, multiplicar e dividir.

Será difícil um professor nos ensinar alguma coisa, se não aprendermos a estar dispostos a aprender. Para isso é preciso que tenham plantado e trabalhado em nós uma curiosidade que quer ser saciada. É preciso aprender a estar em sociedade, a partilhar: a nossa vontade de aprender, com a vontade do professor de ensinar. E os primeiros professores de como conviver em sociedade são os pais, a seguir a escola.

 

Mas a escola, é um conjunto de infra-estruturas, objectos e pessoas. E como conjunto têm de funcionar em sintonia para que o resultado apareça. E nessa logística, as escolas do mundo, ainda têm muito trabalho pela frente.

 

  • A primeira preocupação deve ser a qualidade do professor.
  • É preciso atender à qualidade das instalações, na escola.
  • O respeito pela condição humana dos alunos, professores e funcionários auxiliares.
  • E respeito pelo individuo, nas suas qualidades e limitações. (Dizia o Sr. Einstein: “Todas as pessoas são um génio. Mas se julgarmos um peixe pela sua capacidade de subir às árvores, ele vai acreditar que é estúpido).

 

As escolas não têm a culpa de tudo na educação, mas têm responsabilidade no processo de educação.

E devem evoluir no sentido de se transformarem em melhores locais de aprendizagem e formação de jovens, que serão os cidadãos no futuro.

 

O que é que na minha opinião devia ser mudado ou melhorado nas escolas?

 

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 Imagem do Blog "Gestão Escolar"

  • A relação da escola com os pais:
    • Os pais, na grande maioria dos casos não conhece os espaços da escola que os seus filhos frequentam. Eu opino, que no caso das crianças é muito importante existir essa abertura.
    • Os pais não conhecem os professores. É cobrado aos pais que ajudem nos T.P. C., as estatísticas dizem que os pais com melhor formação contribuem para uma melhor performance escolar do filho, mas os professores evitam uma relação de proximidade com os pais, limitando-a a casos de problemas ou reuniões de notas. Como o professor faz parte do colectivo, creio que o mais lógico seria ele estabelecer uma melhor relação com os pais dos alunos. Todos ganhavam no processo.
  • A qualidade dos professores:
    • Existem dois tipos de professores: os que o são e os que aí estão por prestígio e dinheiro. Em relação aos primeiros, nada a dizer. Em relação ao segundo grupo, que são a grande maioria infelizmente, penso que se deve fazer uma melhor triagem nas universidades avaliando não só a quantidade de conhecimentos que é capaz de guardar e debitar, mas avaliando a personalidade de forma a perceber o jeito para a profissão.
    • E criar, à semelhança com outros países, comissões de avaliação da performance da aula, e interacção com os alunos.
  • O ensino devia ser mais atento às capacidades individuais de cada aluno de forma a orientá-lo para os conhecimentos que ele melhor possa explorar e que se possam tornar úteis à sociedade.
  • A organização dos horários escolares devia estar mais atenta à condição da criança. Não acredito que uma aula no fim de um dia de mais de 8horas seja realmente aproveitada. É um gasto para o estado, sem nenhum proveito.
  • O tamanho dos programas escolares, que muitas vezes são demasiado extensos, não permitindo a correcta exploração das matérias, e obrigando o professor a debitar em vez de ensinar. “Menos às vezes, é mais”.
  • A qualidade das instalações e a organização do dia escolar:
    • Ninguém com frio ou fome consegue concentrar-se realmente de forma a aproveitar a informação que está a receber.
  • A falta de critério na escolha dos funcionários auxiliares:
    • Estes têm uma importância, quase nunca reconhecida, na formação social dos miúdos, porque são eles que devem estar atentos ao recreio, às filas na cantina, à disponibilização dos serviços de apoio: biblioteca, fotocópias, … E muitas vezes nem eles sabem estar, muito menos ensinar e servir de exemplo. Falta-lhes muitas vezes ferramentas para intervir em casos de conflito ou comportamentos menos apropriados.
    • Devia existir mais cuidado na escolha destes funcionários (acabar-se de vez com a “cunha”).
    • E apostar-se na sua formação. Por exemplo: “Como intervir em caso de conflito”, “Inteligência Emocional e a sua utilização no convívio diário com jovens”, “Regras de segurança, no trabalho com crianças”, ….
  • ….

Se entretanto vos ocorrer mais alguma ideia para melhorar a qualidade do ensino e da educação, por favor coloquem-na nos comentários! Quem sabe não surge um novo post com as vossas ideias.

 

E talvez consigamos inspirar alguém a ajudar a melhorá-las e aplicá-las, para o início de um futuro melhor.