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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

A escola e as sociedades. Porque é “de pequenino que se torce o pepino”.

Familia escola e Mundo.jpg

 Imagens dos sites efaz, fabiopestanaramos e pedagogiaquecontagia.

 

FÀBULA DO RATO E DA RATOEIRA

 

"Um rato olhou pelo buraco da parede e viu o fazendeiro e sua mulher abrir um pacote. Imaginou logo que tipo de comida poderia conter.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da quinta avisar todos:
“Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa.”
A galinha, que estava a cacarejar, levantou a cabeça e disse:
– Desculpe-me sr. Rato, eu entendo que para si é um grande problema, mas a mim não me prejudica em nada.
O rato repetiu a história ao porco.
– Desculpe-me sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Esteja tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se à vaca e repetiu a história.
– O quê sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do agricultor.
Naquela noite ouviu-se um barulho como o de uma ratoeira a agarrar a sua vítima.
A mulher do agricultor correu para ver.
No escuro, ela não viu que a ratoeira prendeu a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher.
O agricultor levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. De Galinha.
O agricultor pegou na sua faca e providenciou o ingrediente principal: a galinha.
A doença da mulher prolongou-se e os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá- los, o agricultor matou o porco.
Como a mulher não melhorava continuavam muitas pessoas a visitá-la.
O agricultor então sacrificou a vaca para alimentar toda gente.

Na próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se: quando há uma ratoeira na casa, toda a quinta corre risco.

(Autor desconhecido)
 

Os nossos antepassados descobriram que tinham muito mais a ganhar se formassem sociedades do que se tentassem enfrentar o mundo por sua conta.

 

Isto fez todo o sentido e passados milhares de anos de história da humanidade nós continuamos a usar o modelo. Mais elaborado, extremamente complexo mas continuamos a precisar de viver em grupo para sobreviver. E o grupo tem de tomar conta dos seus indivìduos.

 

Por exemplo:

 

Para que o Sr. Dr. Advogado se possa dedicar à sua arte e fazer um bom trabalho, ele tem de contar com alguém que tire as batatas da terra para o alimentar e que lhe mantenham a casa e a roupa limpa. Se não contasse com isto ou morreria de fome ou de uma infecção e não poderia dedicar-se ao seu trabalho com a dedicação que lhe dispensa por saber que alguém se preocupará com o resto.

 

O mesmo se aplica ao agricultor que se dedica a tirar da terra o Pão nosso de cada dia para distribuir por todos, sabendo que outros se dedicarão a construir as máquinas que precisa.

 

De nenhuma forma estamos isolados, e ninguém nesta cadeia de relações é mais importante do que outro.

 

Isso só é possível porque se continua a explorar a ignorância alheia.

 

E neste aspecto as escolas têm um papel fundamental ao ajudarem a formar os cidadãos de amanhã. Mas as escolas precisam de bons profissionais para formar bons cidadãos. E precisam de serem tratadas com respeito e não da forma desordenada e caótica como acontece hoje em dia, no nosso país. E adoraria dizer que a culpa é do governo e do ministro Catro. Dá sempre jeito colocar a culpa neles.

 

Mas eu não acredito que a culpa seja só dele e do governo actual. Acredito que o problema já vem detrás, dos que impuseram os moldes actuais de contratação, dos que não puseram a mão no ensino superior para evitar a profissionalização de pessoas que não tinham capacidade para exercer a profissão: professor.

 

E também deste sindicato que está sempre contra qualquer alteração aos direitos “mal” adquiridos dos professores, mas que medidas e soluções concretas apresentam para solucionar o problema? Ainda não vi nada.

 

Se não faz nenhum sentido andar a enviar professores do Algarve para Braga, também não faz sentido nenhum estarmos a pagar ordenados acima da média a professores com horários zero.

 

E quem anda na escola, ou andou no meu caso sabe que se tropeça em profissionais excelentes mas também em profissionais que estariam bem a despachar num escritório mas que não têm nenhuma vocação para ensinar.

 

Ensinar implica gostar da matéria que se estudou e estuda mas também e principalmente gostar do contacto humano e ter uma certa empatia para perceber como é que o que estamos a transmitir chega ao outro.

 

E se espreitarem para uma sala de aula, na maioria das vezes o que vão ver é o professor a debitar matéria e os alunos conformados. Se perceberem tudo bem, se não no final do ano a escola dá um jeito à nota para não ficar mal no quadro nacional. Crêem que é este o objectivo da escola, crêem que este deve ser o exemplo.

 

Por estes motivos, e até solução melhor eu sou a favor que se passe o crivo nos profissionais do ensino (e aos outros sectores também, sou a favor da liberdade mas quando estamos a falar de campos que implicam na liberdade de outros tem de existir supervisão).

 

À falta de melhor proposta a mim parece-me que prestar prova de conhecimentos gerais e específicos é uma ideia razoável e devia ser transversal a todos e não só aos mais novos. Creio que a prova nestes termos actuais, perde credibilidade e utilidade.

 

Em relação aos concursos, por favor repensem porque não fazem sentido. Os professores são pessoas, muitas vezes com famílias e não tem sentido andarem de casa às costas.

 

Volto a falar que durante a formação académica dos jovens devia existir um acompanhamento mais eficaz das suas reais competências. Desta forma poderão ser encaminhados para uma profissão por gosto e vocação e não porque era o sonho do avô, ou porque toda a gente da família tem por tradição, ou por achar que este curso é a forma mais fácil de tirar um curso superior e quiçá um dia ser respeitado por isso e fazer dinheiro (quimeras que custam caro ao Estado Social).

 

Pessoas felizes são melhores profissionais.

 

Da mesma forma que a sociedade precisa de todos os seus elementos para não perecer, o ser humano também precisa de se sentir bem em todas as suas facetas para ser feliz e produzir.

 

Mais pessoas felizes contribuem para uma sociedade melhor.

 

Giranda o saber.JPG

 

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