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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Afinal o que é isso da REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA?

Ouve-se tanto falar da REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA que tive curiosidade de saber de que raio se trata.

Encontrei alguém que me explicou de uma maneira simples esse monstro e vou tentar refazer essa explicação.

Todos ouvimos a palavra “inflação”. Todos temos consciência dela quando vamos ao supermercado e percebemos que o nosso salário habitual compra cada vez menos coisas. Mas sabemos o que é e como funciona?

O que é a inflação? (Conceito que ouvimos vezes sem conta, sem que ninguém nos explique realmente do que se trata. Chamam-nos a votar, mas nunca nos esclarecem, para que votemos com responsabilidade e consciência.)

“A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços.” Isto é o que vem nos livros de economia e é “chinês” para quem desconhece este mundo e não entende os outros conceitos que a explicam, como por exemplo:

-O que é um aumento persistente e generalizado dos preços?

A economia, ou melhor o jogo económico, foi desenhada baseado em dois conceitos:

A procura e a oferta.

No caso da procura, o preço, varia de acordo com a necessidade. Por exemplo:

  • No inverno a necessidade de guarda-chuvas é maior e por isso os preços inflacionam, ou seja aumentam.

No caso da oferta, o preço, varia de acordo com a quantidade disponível no mercado. Por exemplo:

  • Se existir uma grande produção de maçã, o preço torna-se mais baixo.

(Obs: Nos tempos modernos estes dois conceitos estão carregados de batota, porque a procura passou a ser manipulada pelo marketing que cria falsas necessidades, e a revolução industrial criou oferta facilitada de quase todos os produtos. A isto junta-se a necessidade de complicar o simples para reduzir o acesso a informação e temos a receita para a escravidão actual.)

 

Se a economia é baseada nestes dois conceitos e actualmente eles podem ser manipulados ao nosso gosto, como é que a inflação se tornou este monstro horrível?

 

Pensemos em como se fixam os preços, em como se comporta o mercado.

Relação de preços.jpg

 

 

1 kg de açúcar custa 3 garrafas de água de 1lt. (Pela lei da procura e oferta temos muito mais disponibilidade de água do que de açúcar, correcto? Serve apenas de exemplo.)

Seria muito complicado gerir os preços desta forma, então, contornaram o problema criando a MOEDA, que todos conhecemos.

 

Se por um lado a moeda facilita a transacção de mercadorias, também pode ser uma fonte de problemas quando não é bem gerida.

Relação de preços 1.jpg

 

Como é que a moeda aparece no mercado?

Estipula-se pelo valor da mercadoria que circula, nesse mesmo mercado.

Por exemplo:

Se temos 4 pacotes de açúcar, teremos 4€ a circular.

 

A inflação serviria então para regular os desequilíbrios que podem aparecer entre a procura e a oferta. Por exemplo:

  • Num ano em que a colheita de cana-de-açúcar não fosse tão boa, aumenta-se o preço de forma a limitar a procura.

O processo contrário será a desinflação.

MAS…

O Governo vai emitindo moeda para fazer face também aos chamados GASTOS PÚBLICOS.

GASTOS PÚBLICOS - DÍVIDA PÚBLICA (Começa a soar, não?)

Quanto mais gastos públicos existem, mais moeda é colocada a circular.

Isto inicialmente parece fantástico. Tendo mais dinheiro, somos mais ricos.

Nananinanão….

Existindo mais dinheiro, vai existir um desequilíbrio com a procura e oferta e para o reajustar, aparece a inflação.

Como?

Se continuo a ter apenas 3kg de açúcar, mas tenho 6€ para os comprar, o que vai acontecer é que o preço do açúcar vai subir. De outra forma, o açúcar desapareceria do mercado e seria uma bandalheira. E não se esquecem que o dinheiro é uma representação da mercadoria, porque na verdade ninguém consome dinheiro, todos precisamos daquilo que ele representa e transiciona para SOBREVIVER.

Relação de preços 2.jpg

Ou seja a inflação é a PERDA DO PODER DE COMPRA, porque aumentam os preços mas, diminui ou mantem-se a produção o que significa que os rendimentos não acompanham esse crescimento generalizado do custo de vida.

Quando isto começa a ocorrer, as autoridades começam a preocupar-se e tentam arranjar soluções, mas quase nunca passam pela diminuição do GASTO PÚBLICO.

Eles tentam congelar preços, pressionam produtores e comerciantes com reflexo directo na mão-de-obra, restrições às importações e etc…

Tentam tudo, mas sem diminuir os gastos públicos. Estes continuam a ter de ser alimentados com mais circulação de moeda. Alguns países fazem emissão directa da moeda e vão alimentando o “monstro” com mais e mais moeda. No caso da Europa, criou-se um sistema ainda mais rebuscado que é os chamados “mercados”. Estes não são mais que “bancos de empréstimos” com juros baseados em especulação. É mais ou menos como alguém gerir a sua vida pelo que a bruxa leu nas cartas.

O que ocorre com as medidas típicas de controlo da inflação é que os produtores, comerciantes e trabalhadores vêem a sua rentabilidade afectada.

Os produtores afectados diminuem a produção.

Começam os problemas de abastecimento do mercado.

Quanto menos oferta existir mais sobem os preços.

E os sectores vulneráveis das sociedades são os que vão sofrer primeiro e continuadamente os efeitos deste monstro mal gerido, a inflação.

Depois desta explicação comecei a entender o porquê dos valores absurdos de inflação estarem directamente relacionados com as nações com mais pobres.

E também entendi o porquê da tão falada DÍVIDA PÚBLICA e da constante necessidade de a reestruturar, mas isso nunca acontecer. Afinal os que a tentam reestruturar são os que beneficiam directamente dela, não é? Os efeitos maus, sobram para os outros. Eles que se amanhem! L

 

(Aparte importante: não sou economista, recebi esta explicação desenhada por alguém da área que teve o cuidado de me explicar como se eu fosse muito burra e senti que a tinha de partilhar, para que os outros também possam tentar começar a entender do que tanto se fala na comunicação social e que tanto sentimos no nosso dia-a-dia! Nas entrelinhas existem opiniões pessoais sobre o assunto. Se algo não estiver correcto, por favor, corrijam-me!)