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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Anda o Mundo a combater a obesidade e o maior Hospital do país associasse ao fast-food?!

Obesidade infantil.JPG

 

Temos mais de meio mundo a combater a obesidade. E isso não é por uma questão estética, apesar de que esta se revela negativa na saúde psicológica é por questões de saúde, de sobrevivência de qualidade. É para combater a diabetes, a pressão arterial alta, as doenças cardiovasculares, etc... que tanto prejudicam as pessoas e lesa o estado em milhões para os cuidar.

 

Inglaterra tem projectos de lei contra a obesidade, por exemplo a proibição de publicidade à junk food (fast food) durante os horàrios infantis na Tv, ou o projecto "Change 4Life". A América tem a Primeira-dama, Michelle Obama empenhada em combate-la. Portugal tem há anos alertas dados pelas autoridades de saúde, e uma série de medidas que vão sendo implantadas para a diminuir.

 

Gasta-se muito em acções e publicidade de consciencialização das pessoas para este problema. Existe uma lista enorme de pessoas que se sujeitam a cirurgias, porque já não conseguem qualidade de vida de outra forma. E passar por uma cirurgia implica um risco, e traz consequências.

 

As crianças obesas que criam fragilidades psicológicas para a vida, e correm o risco de entrar em doenças que podem levar directamente à morte ou que deixam sequelas profundas como é o caso da Anorexia e Bulimia.

 

Adultos completamente dependentes de medicação supostamente milagrosa e que muitas vezes, o que fazem é empurrar as pessoas para mais um ciclo de depressão. Quando se apercebe que não há milagre e que emagrecer é difícil quando a educação alimentar é desastrosa e os hábitos de anos estão errados.

 

São milhares as pessoas que sofrem, que colocam baixa, prejudicando a produtividade do país, pesando no orçamento da Segurança Social e gastando o dinheiro público com os tratamentos.

 

Essas pessoas merecem toda a nossa atenção e respeito. As nossas crianças merecem ser educadas para um mundo melhor.

 

Eu fico chocada, quando vejo o maior Hospital do país passar a mensagem que comer fast food, não é assim tão mau. Afinal as pessoas que mais sabem do assunto, e que são respeitadas pelos seus conhecimentos na matéria também comem fast food e não têm problemas em falar disso na Tv.

 

Tenho de dar os parabéns aos gestores da McDonald’s porque como estratégia de marketing, contar a história da família de uma médica do maior hospital do país que consome fast food a sair do trabalho e é feliz por isso, é muito boa. Consegue convencer quase toda a gente que se ela o faz é porque não é assim tão mau consumir mais de 2000 calorias com uma refeição que não satisfaz a maioria dos mortais e 2horas depois já está no lanche. E isso sem ter em conta que por exemplo para uma mulher com actividade normal é mais ou menos esse o limite de calorias para o dia todo!

 

Agora não sei que dizer da direcção do Hospital, e das autoridades de saúde que permitem esta associação.

 

Andam há tanto tempo a dizer-nos para comermos de forma saudável e equilibrada. Para dar preferência a fruta e legumes e não abusarmos de gorduras e hidratos de carbono.

 

E agora deixa que a usem para dizer que não é assim tão mau! Ou estamos todos loucos, ou alguém anda distraído!

 

Podem dizer que é só uma publicidade. Mas acham que as empresas de publicidade tinham o mercado que têm e o lucro que conseguem se não tivessem impacto?

 

Acreditem que somos todos mais manipuláveis do que aquilo que gostaríamos de admitir.

 

Podem dizer que só fuma quem quer, que só se droga quem quer, que só come mal quem quer! Eu digo que só acredita nisso quem quer e tem pouca informação!

 

Durante anos permitiu-se a publicidade e incentivou-se o consumo de tabaco, até que um ex-funcionário norte-americano da empresa Philip Morris, colocou em evidência as tramóias que a empresa fazia para esconder informação vital para trilhiões de pessoas no mundo. E como isso colocava milhões de vidas em risco.

 

As declarações de um dos seus gestores durante o processo que o Governo dos Estados Unidos moveu contra eles:

 

“Por que deveríamos pôr em risco um negócio de bilhões de dólares, por causa de ratos apertando uma alavanca para conseguir nicotina?”

Ross Millhiser, executivo da Philip Morris

 

Sim porque colocar os bilhões de dólares em risco avisando que os cigarros sim são viciantes e que não existiam suficientes estudos para prever consequências. Porquê tentar ter alguma ética e salvar bilhões de pessoas? Porquê?

 

A verdade é que milhares de pessoas foram convencidas ao longo de anos que não fazia mal fumar, que até era uma coisa de elite, de estrela de cinema (o mesmo ocorreu com as drogas). Saíram artigos na imprensa a dizer: não se preocupem que o tabaco não vicia.

 

E hoje, sabemos que vicia e que nos mata. E mata lenta e dolorosamente (existem centenas de estudos que ligam o tabaco a uma série de doenças mortais). E no processo consome milhões de euros públicos em tratamentos.

 

Por tudo isto não entendo a posição da gestão deste hospital? Por um lado, gasta-se dinheiro para combater a obesidade que está comprovado por muitos estudos é causa de muitas doenças, pela qualidade de vida dos que dela padecem, e consome dinheiro ao estado que podia ser canalizado para outras áreas.

 

E por outro não faz mal por todo este trabalho e dinheiro fora à troca de uns trocos pagos pela empresa que publicita o produto que se pretende controlar o consumo.

 

Senhores todos têm de ter alguma coerência na vida. Mas as autoridades públicas têm obrigação de ser coerentes, para não perder respeito e autoridade.

 

E para isso não podem dizer hoje uma coisa e dar a entender o contrário no dia seguinte!