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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

As màs avaliações levam a màs decisões?

Teste com erros.jpg

 Imagem do site Gestão Escolar. Agradeço a imagem e vou utilizà-la porque me parece ilustrativa para aquilo que quero opinar.

 

 Hoje li o texto da Sra. Raquel Abecasis na Renascença com o título « Não leu, não estudou, não comparou ». De uma forma simples retrata a minha maior preocupação: “… ficamos condenados graças à política de um ministro mal preparado” escreve a senhora Raquel no fim do texto.

 

 Na imagem que abre o post temos um texto com erros ortográficos. Pelo tipo de letra foi uma criança ainda em formação que o escreveu, mas o que eu queria ilustrar é o processo:

  • No seu entendimento o som da palavra “conspiração” pode ser traduzido para a forma escrita “conspirassão”.

  Está errado, mas é um erro óbvio. Um erro fácil de cometer. Não é um erro transcendental.

 

  Muitas vezes na vida por pressa, falta de descanso, por stress, por pressão, falta de informação e até por preguiça nós cometemos este tipo de erros. Avaliamos mal e agimos de acordo.

  A diferença é que os nossos erros envolvem terceiros normalmente. E são maiores e mais graves quanto maior for o número de terceiros envolvidos, ao contràrio dos erros dos mais pequenos.

 

 Ontem li uma notícia que dava conta que a taxa de desemprego desceu (estamos a entrar na época de Natal e os comerciantes começam a reforçar as equipas).

Isso podia ser uma boa comunicação, não ficássemos nós com a pulga atrás da orelha a pensar como é que fizeram as contas?

  • Contabilizaram todos os desempregados? Ou só os inscritos nos Centro de Emprego que recebem o Subsidio de Desemprego?

  Entre os desempregados, estão os que recebem mas também os que andam de emprego sazonal para emprego precário. Os estagiários sem renumeração. Os que são mandados para formações sem pés nem cabeça, só para estarem ocupados. Os que por ignorância não se inscrevem, as mães com os seus filhos, os avós com os seus netos,… Os que já expiraram o tempo para qualquer tipo de ajuda.

   Todos são ùteis e merecedores de preocupação. Vou explicar:

  • Os Centros de Emprego (talvez por excesso de trabalho ou pura falta de formação) limitam-se a tentar colocar os desempregados subsidiados sem muito rigor de verificar se o estão a fazer correctamente. Assim como os nossos jovens não são bem orientados nas escolas para as escolhas futuras no mercado de trabalho, os nossos desempregados menos.

 

Uma História da Vida Real:

  A minha mãe, uma senhora que trabalhou na costura e ambiente fabril durante toda a vida. Com dotes artísticos e uma sensibilidade para a conjugação de formas e cores como tenho visto poucas, quando se encontrou numa situação de desemprego foi lançada numa formação sobre “ ETAR’s” (circuito das águas residuais).

  Quando acabou a formação, acabou o rendimento porque emprego não existia.

 Pergunto: Porque existem formações para áreas cuja empregabilidade é nula? E porque colocam pessoas sem nenhum tipo de talento para aquela área a fazê-las? Não teria sido mais produtivo e barato, terem feito uma recolha das áreas onde ela tinha algum tipo de talento que a fizesse gostar e empenhar-se.

 Viver também é ser feliz e podemos todos trabalhar e contribuir para a sociedade e ser felizes. Isso só acontece quando o que fazemos se conjuga com aquilo que somos.

 

 Irão dizer que então todos querem ser doutores?

 E eu convido-vos a virem para a rua e verificarem que isso é mais uma ideia que os pais colocam nos jovens, do que aquilo que depois mais adultos eles querem fazer. Vejam os casos de licenciados a fugirem para a agricultura, para a produção de ovos, para a criação de pastelaria, ou os que gostam de passar o seu tempo entre panos e agulhas. E não é sò em Portugal que isso acontece.

 

 Quis apenas dizer que a política não é um jogo social sem consequências. Dar um outro retrato, que creio vai de encontro ao exemplo do texto « Não leu, não estudou, não comparou ».

 

 Quando se tomam decisões que influenciam milhares de “terceiros”, deveria existir mais cuidado e por isso defendo que os políticos também estudem antes de exercer os cargos. Que se profissionalizem.

 Dirão que teremos de mudar toda a estrutura? Provavelmente. Mas não será melhor mudar e termos agentes decisores mais capacitados e melhor preparados, que executivos de empresas públicas a "brincar" à educação, à saúde e à justiça? No sentido de experimentarem e logo se vê o que vai dar.

Não chega de Doutores de Papel? O fato de uma conta dar certo no papel não quer dizer que se adeqúe à realidade. Mas todos nós vivemos na realidade.