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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Depois do “estamos em crise”, a frase mais proferida pelos gestores é….

Tan… tan… tan, tan, tan….


“Estamos sem pessoal!”


Analisemos a assinatura de eu sou um “CANALHA INCOMPETENTE vestido de senhor” que esta frase contém:

 

Canalha porquê?

 

O senhor parte do princípio que ninguém se informa minimamente e por isso não percebe que o “estamos em crise” é na verdade um “quero o dinheiro todo para mim e não me apetece dividir convosco”. As notícias dão-nos a conhecer a acumulação de riqueza nalguns pontos da sociedade e o aumento da pobreza noutros. Mas, se formos um pouco preguiçosos para andar a vasculhar jornais, basta ver coisinhas como: o que veste e quantas vezes muda o figurino, o carro onde se move, as viagens que faz, etc…

Sabem aquela frase “o segredo é a alma do negócio”? É certa. Se ele nos contar que nos rouba no ordenado com a desculpa da “crise” para depois andar a viver “à grande e a francesa” o mais provável é que ninguém esteja muito disposto a ajudá-lo a encher os bolsos. Por isso o segredo é fundamental. Se não o segredo pelo menos alguma descrição.

Já repararam que enquanto vocês perdem anos de vida para que o negócio dele dê lucro, ele vai usufruindo do lucro e vocês ganham praticamente sempre o mesmo? A estratégia é de nível “brilhante”.

 

Depois, temos a frase “estamos sem pessoal”. Ok! Até pode ser a realidade, que estejam a trabalhar com menos pessoas do que o que seria necessário mas, a pergunta é: Porquê?

Simples: Porque o senhor gestor não quis contratar. (ele quer que vocês o façam ganhar muito dinheiro mas, sem disponibilizar os meios e por isso os gestores inventaram conceitos como "iniciativa" ou "polivalente", que na realidade significa "fazes e eu poupo"!)

Continuemos a analisar:

Por exemplo, em Portugal, estão no desemprego pelo menos 10% da população activa, fora a que não aparece nas estatísticas pelos mais diversos motivos.

Por isso, o gestor não pode alegar que não existe gente para trabalhar.

Temos a população mais escolarizada de sempre.

Então, alegar falta de pessoal com conhecimentos, também não é argumento. O argumento certo, é talvez: “o que pagam de ordenado por uma profissão técnica não cobre nem os custos de vida e muito menos o investimento em estudos que o profissional fez, por isso o profissional procura quem lhe pague e não quem queira ganhar tudo para si à sua custa”.

E o famoso “estamos em crise” também não serve como desculpa ao gestor para nos colocar a trabalhar por dois ou três pagando um ordenado apenas.

Porque o dinheiro continua aí a acumular-se em umas poucas contas e as pessoas continuam aí também, a fazer os seus consumos e a contratar os seus serviços.

 

Então porque é que esta estratégia de gestão tem tanto sucesso?

 

Apenas, porque nós deixamos.

O gestor não se importa de ser um canalha, porque nós deixamos que seja um canalha que vive bem com a exploração que faz do nosso trabalho e ainda permitimos que nos berre e nos chame de incompetentes, apesar de estarmos a fazer o trabalho que não é suposto.

 

Um dia inventaram as greves, sabem porquê?

Foi a única forma que as pessoas (com pouca capacidade de argumentação e muitas dificuldades) encontraram de mostrar aos gestores que sem eles, eles não faziam um cêntimo que fosse.

Podemos imaginar uma oficina de mecânica com os seus mecânicos a trabalhar e a receber pelo serviço, mas fica uma fotografia muito estranha imaginar ir à oficina e ver apenas um director/gestor de papel na mão e óculos de massa a passar-nos uma factura por um serviço que ele não fez e provavelmente nem sabe como se faz, não é?

É como ir à quinta comprar os legumes e não existir lá ninguém que entenda de agricultura e apenas termos um licenciado em finanças para nos passar a factura. Não queremos facturas, queremos legumes e de qualidade.

Dou estes exemplos, na esperança, que fique visível a inutilidade do gestor sem os colaboradores.

 

E porque é que eu digo que é também uma assinatura de incompetente?

 

Ah! Porque, apesar de o gestor parecer viver bem e nos parecer ser rico, na verdade ele é (na maioria das vezes) também apenas um peão da Banca. Ele é incompetente para fazer o seu próprio dinheiro, e por isso vive dos empréstimos da Banca. Como a Banca vive disso, permite ao gestor algum conforto, mas sempre deixando claro que quem manda é ela.

Para vermos isso basta ver Tv e logo percebemos que a Banca domina o mundo da gestão, e até os Governos.

 

E quando o gestor se encontra a trabalhar por conta de outrem, significa que não soube negociar o que a sua equipa precisava.

 

Porque é que ela (a Banca) tem tanto poder?

 

Porque nós deixamos. Porque não sabemos usar as ferramentas democráticas participativas para dizer “eu concordo com esta lei, mas com esta não”. Porque enquanto andamos distraídos a fazer o trabalho de três para o nosso gestor receba louvores e prémios, despedimo-nos do nosso papel de cidadãos e a Banca soube ocupar o nosso lugar, como ninguém.

 

Não digo que se façam greves ou que todos os dias se passe na Junta de Freguesia, mas estar um pouco mais atentos e informados, podia fazer milagres pela nossa Liberdade e Qualidade de Vida. Pelo menos, aquelas “cantigas” que nos cantam aos ouvidos surtiriam menos efeito nocivo para a nossa forma de viver.

Pensem-no!