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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

É tudo boa gente ?

Boa gente, não vê um velhinho a cair e pensa:

“É um velhinho, todos vão ajudar!” Limpa a consciência, segue o caminho.

O velhinho? Esse talvez tenha sorte e encontre “Boa gente”, se não encontrar justifica-se: “era o seu destino”.

 

Que azar o dele, não só por ter caído, mas por se ter cruzado logo connosco, gente que limpa a consciência com a maior facilidade:

  • “Tenho pressa, alguém sem nada para fazer há-de ajudar”;
  • “Estão à minha espera, de certeza que alguém já chamou os bombeiros”;
  • “Pago impostos para esta gente estar num lar, não tinha nada que andar sozinho na rua”;
  • E falta-me a imaginação para continuar.

 

Já fui má gente, dessa que espera que os outros tomem uma atitude que me cabia a mim por estar no local, por assistir ao acontecimento. Fi-lo porquê? Imaturidade, BURRICE, pressa, …

 

Nós sabemos que não prestar assistência a um ferido num acidente rodoviário é crime. Mas não devia ser em qualquer circunstância? Como ninguém nos explicou isso (nem em casa, nem na escola), por e simplesmente fazemos o que for mais confortável para nós: IGNORAR.

 

Observo uma diferença brutal de comportamento nestas situações entre pessoas mais velhas e jovens. Os mais velhos são mais solidários. Porquê?

Será por maturidade? Ou educação?

 

Não tenho uma resposta, mas explico porque é que me ocorreu falar do assunto:

 

Hoje, no mercado um grupo de três pessoas idosas iam à minha frente com o seu “carrinho saco de compras” e a dada altura um dos senhores tropeça nas rodinhas e cai. Instintivamente ajudei-o. O senhor ficou bem e seguiu caminho e eu fiquei a reflectir.

 

“Houve uma altura da minha vida que eu teria olhado em volta, para ver se alguém se aproximava para ajudar, antes de eu tomar alguma iniciativa (timidez, medo de não estar à altura da situação, eu sei lá). Hoje fiz o que tinha de ser feito, e ponto, sem aquela luta interna: "Faço, ou faço de conta que não vi?"

 

Então afinal, é possível deixar de ser “má gente”! Foi a maturidade? Foi a educação? Ou foi a consciência que já não suportou mais nenhuma limpeza? Terá sido o aprender a lidar com estas situações que me deu segurança para actuar? (curso de Primeiros Socorros). Não tenho uma resposta exacta.”

 

Sei que o meu exemplo servirá ao meu filho, e isso deixa-me feliz. O senhor foi muito simpático comigo, assim como as pessoas que se aproximaram e isso deixa-me muito feliz.

 

Sempre tentei ajudar de forma discreta e sem público, mas estava a ajudar só pela metade. Não vou virar Madre Teresa de Calcutá, mas sinto que sou melhor cidadã hoje!

 

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 Imagem do Kdfrases.

 

Ao mesmo tempo, sinto que a sociedade está a fazer o caminho contrário, a este que eu fiz. Estamos a levantar “muros” à nossa volta, e a deixar de nos importarmos com os nossos semelhantes mesmo que estes estejam a ser espancados na casa ao lado.

 

Talvez porque o exemplo vem de cima: e o nosso governo há muito que sentenciou ao seu destino (que em muitos casos é a morte) todos os que não possam ser escravizados por esta economia. Se eles não se importam, nós também não, afinal pagamos impostos para quê: PARA QUE SEJAM ELES A IMPORTAR-SE!

 

(Remédio à base de dinheiro que limpa consciências e permite seguir caminho, apesar de nos condenar ao mesmo destino! Até quando?)