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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Educar à palmada, sim ou não?

Educar com palmadas é dar a clara mensagem que "quando não tens argumentos, bates".

Os adultos entre si não se batem, conversam. Pelo menos os que são minimamente civilizados. Porque é que com as crianças tem de ser diferente? Aos adultos bater é uma falta tremenda de respeito mas, às crianças não? Não merecem as crianças respeito pelo seu corpo, pela sua dignidade, como qualquer adulto? Se uma criança cresce com palmadas, com essas faltas de respeito praticadas pelos pais que é quem mais elas amam como é que depois elas vão dizer aos outros (namorados, maridos e etc...) que o corpo é delas e que ninguém tem o direito de lhes bater?

A educação começa em casa, como muita paciência e diálogo e principalmente com bons exemplos (que são o mais complicado!). Os pais adoram gritar "não fumas" de cigarro empunhado na mão. Claro que se não deram o exemplo depois têm de explorar o medo para "ganhar" algum respeito mas na realidade apenas conseguem que a criança melhore a sua capacidade de esconder dos pais os seus comportamentos que sabe que os irrita. Porque uma palmada não explica porque que é que não se pode fumar e se a criança não entende, porque é que o vai respeitar? Não respeita, esconde!

Recorrer aos castigos deve ser uma coisa esporádica e deve ser apenas quando a criança resolveu ser teimosa num comportamento que já foi explicado de diversas formas, e pode-se castigar eficazmente sem violência. Ao meu filho de sete anos funciona perfeitamente colocá-lo sentado a reflectir num local onde eu esteja presente, depois de lhe explicar o que é que está mal no seu comportamento. Quando eu o mando parar e sentar, ele sabe que a questão é grave e também sabe que se não encontra uma forma de a corrigir, depois vai ficar sem os bonecos de fim de tarde, ou sem os jogos no fim-de-semana, etc... Primeiro explico, depois deixo que se autocorrija e se ele não for capaz então parte-se para o castigo "não violento".

Claro que sempre que ele fica de castigo de alguma forma nós também ficamos porque temos de lhe prestar mais atenção, verificar, observar o que pode ter corrido mal e arranjar formas de o explicar para que entenda e acho que é aqui que a maioria dos pais "assume incompetência" e vai pelo atalho da palmada que apenas pára o comportamento na hora mas não o resolve no futuro que é o que interessa no futuro.

Conheço muitos adultos educados neste sistema não violento e nenhum é má pessoa ou mal-educado, são pessoas que respeitam e o mais importante sabem fazer-se respeitar com diplomacia, sem recorrer a coisas baixas como "brigas", más-palavras, etc... E devia ser nisto que todos deviam apostar, não só os pais, os professores, os auxiliares educativos, os avós, os primos e etc... Se os adultos de hoje forem capazes de ultrapassar essa violência com que provavelmente também foram educados, então poderemos respirar de alivio e sorrir ao futuro da humanidade. Porque de uma coisa estou certa, apesar das diversas formas como se educam os filhos, certas ou erradas, eu acho que a maioria apenas quer o melhor para os filhos. Então porque não fazer o esforço de apostar numa educação não violenta, para que esse futuro maravilhoso que tanto lhes queremos deixe de ser uma utopia, um mundo cor-de-rosa e passe a ser a REALIDADE?