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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Estamos perante atitudes racistas num estado Europeu? O que se passa no Luxemburgo?

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  O Luxemburgo tem no seu executivo uma senhora que aplaudiu umas das medidas mais racistas que a Europa teve conhecimento nos últimos tempos: Proibição das crianças falarem a língua materna nas escolas, especificamente o português.

O caso em traços gerais:

Uma mãe denuncia um caso grave de racismo: na escola que os seus filhos frequentam o director proibiu-os de falar a sua língua materna, o português. Logo a seguir existe uma série de denúncias de castigos a crianças de outras escolas que falem português. (a mim remete-me a memória para o tempo daquele lunático que respondia pelo nome de Hitler, desculpem mas é a verdade.) 

 

E o que faz a Sra. Ministra da Família? Aplaude.

 

Creio que não está no local certo e espero que o país em questão o reconheça e tome medidas para afastar esta senhora do cargo. Esta era a medida que se esperava que tivesse promovido: afastar os directores que promovem castigos a crianças por elas serem quem são: portuguesas neste caso.

Numa altura em que o mundo, está de olhos no Estado Islâmico e nas barbaridades que comete em nome sabe-se lá do quê (porque se existe uma causa ela dilui-se atrás da violência praticada), não podemos ter um país, membro fundador da União Europeia a tomar estas atitudes contra um país do grupo.

Um país, como o Luxemburgo, que devido à sua dimensão precisa da mão-de-obra estrangeira. Um país que segundo dados oficiais tem o maior PIB per capita do mundo. Se o quer manter não é melhor apostar nas crianças de hoje, cidadãos produtivos de amanhã. Ou vamos assistir a mais dados oficiais que não correspondem à realidade? Ou pior, vamos dar argumentos para que o Estado Islâmico continue a angariar os nossos jovens para as suas trincheiras? Tenho medo.

Analisemos:

Num Mundo cada vez mais global e com constantes mudanças, quanto mais poliglota for um povo mais hipótese de sucesso garante para si. Certo? No caso o Luxemburgo, assim como a Suíça asseguram para si essa vantagem, apostando na formação de idiomas dos seus jovens. Apesar do território ser pequeno, assim conseguem chegar mais longe. Todos os países do universo “em desenvolvimento” estão a tomar medidas nesse sentido.

Faz sentido. Vejam o caso do mandarim: até há 10 anos atrás era só uma língua exótica. Hoje todos querem aprender a língua. Amanhã poderá ser o espanhol, o português, etc…

Isto numa análise do ponto de vista de oportunidade económica. Do ponto de vista do ser humano, a Europa se quer continuar a representar a União não pode permitir que estes ataques à liberdade individual aconteçam, no mundo e muito menos dentro dos seus limites geográficos.

Uma vez no Luxemburgo, se tenha que aprender a língua oficial do país a mim parece-me correto. Mas nunca proibir ninguém de se exprimir da forma que mais lhe gostar, desde que isso não interfira na liberdade alheia. E na minha ignorância, tirando o racismo não vejo nenhuma explicação para esta barbaridade.

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