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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

O horror na sexta dia 26.06.2015. E a Europa?

Esta sexta, podia ter sido uma sexta-feira 13, porque o azar rodou o mundo e houve dezenas de mortos às mãos de gente ignorante que não conhece mais nenhuma linguagem que a das armas e do horror. Não foi 13, mas foi 26, ou seja azar a dobrar.

 

Mais de três dezenas de pessoas perdem a vida numa estância turística na Tunísia. Mais de duas dezenas perdem a vida no Kuwait. E um cidadão é decapitado em França, por outro cidadão que já estava sinalizado pela polícia.

 

O mundo a ser invadido pelo horror, e o que fazem os líderes europeus?

 

Em relação a isso, NADA. Andam entretidos a infernizar a vida dos gregos.

 

Enquanto isso (custa-me escrever as duas palavras com que se baptizaram esses anormais, porque jurei não contribuir de forma alguma para que se divulguem e espalhem o medo), um grupo de gente muito doente, anda a gritar por esse mundo fora “parem-me que eu não sei o que faço, não sei conversar, só sei espalhar o horror” e ninguém se rala em ouvi-los e pará-los.

 

A cada atentado, estes seres formados no inferno, pedem para ser parados, porque vão ficando cada vez mais bárbaros. E o que fazem os líderes europeus, que pagamos para que tomem medidas?

 

Reuniões de emergência, mas não para o que é importante, e sim para zelar pelos seus interesses, que de momento é fazer a vida o “mais negra possível” à Grécia.

 

Em Janeiro deste ano, quando atacaram o jornal “Charlie Hebdo” e mataram jornalistas, todos se moveram para aparecer. Mas organizou-se uma marcha e depois: NADA!

 

Não sou a favor de guerras, não sou a favor da tortura, não sou a favor da pena de morte, e por isso não estaria apta a lidar com este assunto. Mas alguém sabe o que tem de fazer, e é treinado para o fazer. 

 

Não entendo tanto ultimato aos pobres da Grécia que só querem dignidade e paz, e não se mostra o mesmo empenho no combate a estes “terroristas”.

 

As novas tecnologias de comunicação permitem-lhes uma organização a nível global, nunca antes vista. Antigamente, para causar estragos escolhiam um alvo e atacavam. Agora escolhem dois ou três e atacam menos pessoas de cada vez mas com “contornos de malvadez” que só achei possível na imaginação de um autor de livros de horror.

 

Mas se é verdade que eles se valem das tecnologias para se organizar, não é menos verdade que estas podem ser vigiadas. Então o que falta para colocar mais gente a vigiar? O dinheiro que está a ser acumulado na cúpula? Provavelmente.

 

Sinto que a Europa está a perder a direcção, e isso deixa-me insegura. Não sei que pensar.

 

Para mim faz sentido, ter um grupo de pessoas (escolhidas pela maioria) que organizem a sociedade. A sociedade e a liberdade não se dão bem, se não existir um elemento orientador, que equilibre as diferenças. Faz sentido para mim, contribuir para que esse equilíbrio possa existir (pagar impostos).

 

Até há uns atrás, eu olhava o mapa, via a forma de viver na Ásia, na América Latina, na África e pensava “Que sorte ter nascido aqui, na Europa!”

 

Hoje, sinto que os políticos deixaram de cumprir o seu papel, que o povo se acomoda demais, e que o resultado desta receita não é nada que eu vá gostar de experienciar. Não é este mundo que quero para os cidadãos de amanhã.

 

A política que se faz por interesse próprio, ou de grupos económicos é criminosa. Não só porque leva os povos à pobreza e a vidas indignas, mas também porque os expõe à barbárie.

 

Como é que se faz, para lembrar os políticos da sua verdadeira função?

Como é que se diz aos líderes europeus para se deixarem de brincar aos poderosos, com quem está fraco (o caso do povo grego nosso aliado) e una forças e esforços para parar estes demónios sem causa, com o único objectivo de retirar prazer da matança e de desafiar os poderosos deste mundo?

 

Neste séc. XXI, apesar de todos os avanços tecnológicos que se fez, o terror continua a ganhar terreno, já morreram milhares de pessoas, e os políticos andam entretidos a brincar aos “poderosos” com o dinheiro dos contribuintes, em vez de cumprirem o seu papel.

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Na semana passada, junta-se mais uma data de horror a este ano 2015, depois de todas as outras: os jornalistas franceses, os estudantes quenianos, as meninas da Nigéria, os milhares de sírios, etc…

 

Até quando?

Às famílias dos que morreram à mão deste horror, desejo muita força para continuarem o vosso caminho! 

 

Imagem do site de Nelsonquadros