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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

PPP !? Admito: percebo pouco ou nada, mas sou « eu » que pago.

Hoje em dia, a linguagem evoluiu de forma a ter uma "transparência protectora". Quero dizer, que apesar de estar tudo à vista, o que interessa está camuflado para que só "alguns" compreendam.

 

Para usar uma expressão recorrente da minha irmã: “Não percebo nada de peixe-agulha, mas que me pica, pica.”

Imagem no site G-SAT Connecting People

G-SAT Connecting People

Na escola, o que nos ensinam sobre política, normalmente é no passado e não sobre a que decorre no momento.

 

Os governos publicam quase tudo o decidem e até o que ainda vai a discussão.

Mas não o faz de uma forma homogénea e nem sempre na mesma plataforma. Parece estudado para complicar e confundir.

Por exemplo:

São poucos os cidadãos que conhecem o direito a opinar sobre um determinado assunto que vá a discussão na Assembleia. Esse direito é dado através das Consultas Públicas. Mas é tão difícil aceder a elas, que mesmo que se conheça vagamente esse direito, poucos o usam.

 

As consultas públicas equilibram a balança democrática. Porque uma coisa é ir votar, mesmo sabendo que não vai fazer nenhuma diferença (afinal o que é discutido durante a campanha eleitoral não tem nenhum sentido de obrigatoriedade e responsabilidade). Outra coisa é após o voto (que devia obrigar a que o que é dito em campanha fosse realizado), ter direito a opinar sobre o Estado.

 

O que acontece é que em nome da "transparência", as consultas públicas são publicadas, assim como os concursos públicos, os cadernos de encargos e etc… Mas são publicados de uma forma a que poucos conseguem aceder e entender.

A imprensa que nestes casos devia ter a função de deixar transparecer e esclarecer, traduzindo para linguagem de leigo, nem sempre o faz.

Isto é especialmente terreno fértil para a corrupção e para a negociata. Explico com o caso das PPP.

 

O que é as PPP?

Confesso que não sei muito bem e as abreviaturas e siglas são fantásticas a confundir leigos.

As PPP são parcerias público-privadas. Até aí vai tudo bem mas, no geral são o maior assalto aos cofres do Estado que existe, a seguir aos Bancos.

Estas parcerias são feitas através de acordos. Esses acordos são o melhor que um empresário pode desejar: uma empresa que produza lucro, e jamais dê prejuízo.

Imagem no Blog "Liberdade e Cidadania"

portugal PPP.jpg

Então as nossas empresas públicas são entregues à gestão de privados, que ficam com os lucros e se falharem na gestão? Os contribuintes pagam. É o paraíso.

 

Os cidadãos deste país trabalham o dia inteiro, para pagar impostos e assim cobrir a má gestão da Banca, das SCUT’s, da EDP, …. E pelo andar da carruagem ainda vamos pagar os prejuízos dos transportes públicos e TAP.

 

 

 

A Sra. Raquel Varela explica neste pograma da RTP, “A Barca do Inferno” de uma forma curta e grossa:

 Video aqui

 

Se precisamos de ir ao médico o Estado não tem dinheiro para nos assegurar qualidade na Saúde, mas tem para pagar a incompetência dos gestores da Banca. Se queremos ter filhos e assegurar uma boa educação, o Estado não tem dinheiro para nos apoiar, mas tem para pagar os desastres de gestão das PPP.

 

O Estado quer que o povo use o pouco dinheiro que tem para criar emprego em Portugal e animar a economia, mas quer entregar a manutenção dos transportes públicos à Siemens (empresa alemã). Formamos engenheiros nas nossas universidades para depois em vez de investir neles e dar-lhes a oportunidade de construir a empresa de manutenção de transportes do Metro, preferimos que emigrem e vão trabalhar para a Alemanha.

A seguir vêm as queixas dos governantes: não há quem pague impostos, a taxa de natalidade não sobe e, outras “rezas” a que nos habituaram.

 

É verdade que não entendo nada de PPP, mas percebo que criar negócios que vingam à conta de dinheiro público e não por competência para o fazer, é no mínimo imoral. Depois devia ser considerado ilegal, crime.

 

Para estes "empresários de pacote Easy&Go" é o sonho, para os cidadãos é desvio de fundos que deviam estar a ser usados para o benefício social e estão a ser usados para o lucro de alguns.

 

Espero sinceramente que as pessoas se unam às greves para dizer “basta de nos roubar, o dinheiro com que estão a negociar é nosso”.

 

Outra coisa que não entendo: os actuais gestores andaram a brincar com os dinheiros destas empresas em negociatas de alto risco e colocaram as próprias em risco, correcto? Já alguém foi preso, ou chamado a prestar esclarecimentos?

 

Estas empresas deixaram de ser viáveis para o Estado e é preciso privatizar. Afinal é o dinheiro do Estado que a vai salvar na mesma? Para quê colocar lá um pivot? Para receber os lucros? 

Deviamos dizer: "Não muito obrigada".

 

Algo vai muito mal com este peixe-agulha, já pica e começa a fazer ferida!?

 

Lembram-se deste senhor e a sua explicação sobre os impostos?

 Video aqui.