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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Quanto custa ter um bebé? Falamos só de dinheiro, para responder a esta questão?

Li o artigo do blog Miss Rose e fiquei a pensar.

 

E é por situações do género da descrita no texto e não só, que se decides ter filhos assegura-te que o podes fazer. Assegura-te que tens as condições mínimas para esse passo, antes de o “fazer”.

 

Quando tomamos decisões para a vida à espera de ajuda alheia, arricasmo-nos a que ela nunca chegue ou que não chegue como queremos.

A segurança social (directa ou indirecta) sempre teve problemas.

A começar pela péssima formação dos funcionários que estão no atendimento dos balcões da Segurança Social. Falam para toda a gente em tom acusatório e como se tivéssemos a ser pagos ou fossemos obrigados a saber aquilo que eles sabem. Fazem-nos sentir que se erramos é porque sofremos de algum tipo de “burrice prazeirosa” para andarmos a empatar a nossa própria vida. Não temos mais que fazer, então partem do princípio que somos “bandidos do subsídio”. Esse comportamento é tão típico, que no dia que encontrei uma senhora educada a atender no balcão da Segurança Social de Albergaria-a-Velha, me apeteceu despedir-me com um beijo.

A segurança social tem sido um alvo a abater pelos sucessivos governos. Ainda não puderam, mas no futuro quem sabe. Não podendo desfazer-se dela, acabaram por a transformar numa eficaz máquina de cobrança de dívidas, esqueceram-se foi de afinar também o seu REAL PAPEL: INTERVIR PARA DAR APOIO E DIGNIDADE AOS CIDADÃOS QUE POR ESTE OU AQUELE MOTIVO PRECISEM (por este singelo motivo pagamos impostos).

 

Eu acho que o Estado deve investir na Natalidade, mas não é só a acenar com subsídios. Os que já foram pais sabem são irrisórios perante o verdadeiro desafio. Façamos contas:

Imagem do site "AlmaSerena".

Cegonha-22.jpg

Em média uma fralda para recém-nascido, custa 0.20€/unidade (basta dividir o preço da embalagem pelo número de unidades). Esse preço aumenta com o crescimento do bebé, podendo ultrapassar os 0.30€/unidade.

Um recém-nascido troca de fralda de 2 em 2 horas. Serão no mínimo 12 fraldas diárias, o que faz 2.40€/dia, ou seja 72€/mês para fraldas. Ao início!!!

 

Na troca de fralda também é preciso contar com as toalhitas. Um pacote de 72 unidades de uma marca de confiança, custa em média 1.59€. De cada vez que se faz uma troca usa-se 4/5 toalhitas, e se for o marido com medo e pouca prática usa muito mais. Para a troca de fraldas no primeiro mês gastamos 47.70€. Temos de ter em conta que usamos as toalhitas para outras coisas além da troca de fraldas.

 

Também precisamos de uma pomada para evitar assaduras (o melhor é manter o bebé limpo e de vez em quando deixá-lo com o rabinho ao léu), gastamos mais 4.50€, uma pomada de tamanho pequeno (50g).

 

E o gel de banho que normalmente serve para corpo e cabelo, 4.89€ (500ml). Alguns pais poderão ainda juntar o óleo e o hidratante, mas fica ao critério e bolsa de cada um.

 

E a alimentação?

 

Nem todas as mães, por mais vontade que lhe ponham conseguem fazer da amamentação natural um caso de sucesso e aí é preciso recorrer ao leite em pó.

 

Faremos então as contas tendo em conta a tabela da OMS, na página da Nestlé.

 

"No entanto, a Tabela de Alimentação é meramente uma recomendação, pelo que o número de refeições e a quantidade de leite infantil deve ser sempre ajustado ao bebé (peso, características próprias e tolerâncias). Se tiver dúvidas, peça conselho ao pediatra ou profissional de saúde que acompanha o bebé."

Tabela de alimentação com leite em pò.JPG

"Nota importante: 1 Colher-medida de leite infantil em pó (1 colher-medida rasa) por cada 30 ml de água. Por exemplo, se o seu bebé toma 180 ml de leite infantil, coloque esta quantidade de água no biberão e adicione 6 colheres-medida rasas de leite infantil em pó. Lembre-se que deve colocar primeiro a água e só depois o leite infantil em pó. Feche o biberão e agite-o bem para uma completa dissolução do pó."

 

Sabendo (verifique sempre informação nas embalagens) que a colher medida leva cerca de 4g, façamos contas:

Uma lata Apatmil1 custa em média 14.90€ (em farmácias, no supermercado costuma ser mais barato), tem 800g e pode acompanhar o bebé até ao sexto mês.

A tabela recomenda uma média de 6 refeições, eu discordo, porque um bebé 4h sem comer vai ser um bebé muito chorão. Depende do bebé, claro, mas existe uma paranóia alastrada com a obesidade e que no meu caso ainda bem que não me deixei contaminar.

 

Um conselho pouco profissional baseado na experiência pessoal:

 

Treinem o acordar para comer os vossos bebés em intervalos máximos de 3h durante o dia e estiquem até às 4h apenas no período nocturno. Os médicos são sempre a melhor fonte de informação, mas aprendam logo que eles seguem tabelas e generalizam, quem lida com o vosso filho são vocês e dentro do expectável, as decisões são vossas. Com o tempo irá o bebé aprende o seu próprio ritmo e regula a rotina. Ensiná-lo a comer, também vai ensiná-lo a dormir e acabar logo com o “pesadelo das noites mal dormidas”.

 

Ainda na onda dos conselhos: dêem muitos abraços e beijinhos, um bebé sente que é amado assim,  no contacto carinhoso. Quem é amado é mais seguro, tem menos pesadelos e não acorda tanto à noite. Não hesitem em dar colo, não estraga, pelo contrário. O colinho acalma e assim que ele descobre que pode usar as próprias pernas, os pedidos de colo começam a escassear. No meu caso, o processo correu naturalmente. Dei muito, muito e muito colo, agora só o procura quando se magoa, fica triste ou se chateia, é o seu porto seguro. E o nosso filho é mais importante que tudo o resto: empregos arranjam-se, um filho não se substitui. E em relação aos papás, envolvam-nos. O meu marido acordava metade da noite para dar o biberão e eu a outra metade. Dividíamos os banhos, eu fazia questão para que ele estabelecesse laços com o filho e não se achar o mero “sustentador da pátria”. Talvez por isso, ele foi sempre tão tolerante perante o meu cansaço (porque cansa, depois não passa mas habituamo-nos) e não acabávamos divorciados.

 

Voltamos às contas:

 

Façamos uma média de 8 refeições diárias (3h em 3h).

Por dia usaremos 24 colheres (96g), se cada colher custar 0.08€, custa 1.92€/dia. A lata dará para cerca de 8 dias, gastaremos 55.88€/mês.

A estas despesas juntem deslocações ao centro de saúde e hospital. Juntem os remédios se for o caso de ficar doente. E se forem muito zelosos, o preço das vacinas que não estão no plano nacional de saúde. Neste momento creio que a única que não está, é a que previne a gastroenterite: "a rotavírus” (recomendada pelos pediatras particulares em caso de o bebé entrar mais tarde nas creches) e ela custa cerca de 160€ (preço médio das três doses necessárias). A vacina para prevenir a “meningite”, entrou este ano para o plano nacional de saúde.

E só para o básico da rotina diária com um recém-nascido, já gastamos no primeiro mês: 184.97€, sem vacinas, sem cremes especiais, sem extras e sem fazermos contas ao enxoval.

 

Se temos possibilidade de pedir emprestado ou herdar as coisas de outro bebé, excelente, senão preparem-se para gastar no ENXOVAL:

 

Berço, pelo menos 100€ (e depois em alguns casos paga-se o estrado à parte, e claro o colchão). Podem procurar em segunda mão e conseguir melhores preços.

 

Edredão básico custa 14.99€, mas os preços podem ir para cima dos 50€ sem problema nenhum. Se quisermos o resguardo para as grades do berço, o preço sobe. Eu ao início colocava. Depois tirei. O berço ficava ao lado da cama, e sem aquilo eu conseguia ver sempre o bebé sem ter de me levantar. O cansaço já era muito, não precisava de extras. (Além disso o bebé mexia-se muito pouco para justificar aquele "amortecedor lateral".)

 

Mantas e cobertores a partir de 5.99€. Convém ter alguns (3/4), porque ajudam nas saídas de casa.

 

Almofada (antialérgica) custa 4.99€ e dá jeito quando eles estão constipados. Em caso mais grave de obstipação nasal, usar uma toalha de banho debaixo do colchão do bebé para que ele fique inclinado com a cabeça mais alta, ajuda muito. Eu caí no erro de gastar 70€ numa máquina de vaporizar e apenas me criou humidade no quarto, não ajudou nada.

 

Conjuntos de lençóis de berço, a partir de 19.99€ (3/4). Convém ter alguns para trocar, porque os pequenos bolsam, ganha pó e etc…

 

Resguardo de colchão é quase obrigatório e aconselho a ter pelo menos 2. Custam cerca de 7.99€.

 

Banheira encontra-se a partir dos 17.99€ se não juntarmos o banquinho para apoiar o bebé que custa outro tanto. Para alguns pais pode parecer-lhe assustador segurar o bebé no banho, mas é ensinado antes de saírem com ele do hospital como proceder e durante as aulas de preparação para o parto o assunto também é abosrdado. Habituamo-nos num instante e o banquinho passa a pertencer logo à família dos "monos da casa".

 

Trocador/Vestidor custa cerca de 15.99€. Para alguns pais não será necessário, porque se pode trocar o bebé em cima da cama, por exemplo. No meu caso, foi muito útil. Estava logo ao lado da banheira e assim evitava andar com o bebé molhado pela casa, expondo-o a diferenças de temperatura. E se ele se lembra-se de fazer um xixizinho, era só voltar para a banheira.

 

Cadeira auto é obrigatória. No meu caso exigiram-na para eu poder sair com o bebé da maternidade e fui testada antes para verem se eu sabia como apertar o bebé em segurança. Aqui existem preços para todos os gostos e bolsas, mas uma cadeira ronda mais ou menos os 59.99€ (convém que tenha alguma qualidade e ergonomia). Eu tinha uma alcofa, mas foi uma estupidez, porque nunca a usei. A cadeira auto anda para todo o lado com o bebé confortável e em segurança e depois existem os colos (há sempre gente disposta a andar com eles ao colo). Para ele se esticar tinha a caminha.Fazia-me impressão a posição em que ficava a cabeça do bebé na cadeira auto, mas os médicos e os enfermeiros descansaram-me dizendo que era normal enquanto o bebé não ganha controlo da cabeça e que ficam bem pior posicionados dentro da nossa barriga.

 

Carrinho de passeio. Existem carrinhos multifunções/combinado, foi o que eu comprei e numa promoção da altura custou 120€. A vantagem é que podemos encaixar no carrinho a cadeira auto, ou tirá-la e sentar o bebé no carrinho. Fantástico!

 

Sacos de passeio são fantásticos. Custam em média 19.99€. Qualquer saco na verdade serve, mas estes costumam ter os bolsinhos certos para o biberão, para as toalhitas e um revestimento que mantem a temperatura estável no saco. E sair de casa com um bebé para uma simples visita ao médico implica toda uma logística: comida, água, fraldas, toalhitas, roupa extra, etc…

 

E falando de biberão, existem vários tipos, eu aconselho os da AVENT, são um pouco mais caros mas o risco de o bebé rejeitar é menor e são muito fáceis de lavar. E depois é só ir trocando as tetinas com o crescimento do bebé. Cada um faz o que achar melhor. Um biberão destes custa 9.99€ (330ml), eu tinha um conjunto de 3.  Mais tarde é só trocar as tetinas, custam 2.99€.

 

O escovilhão para lavar os biberões, custa 6.99€.

 

A chupeta. Ao início os bebés rejeitam. Eu insisti e ele usava muito pouco (tinha colo), e quase sempre nas horas do fim do dia onde o ritual de choro dava para preencher 2 ou 3 horas seguidas. Chamam-lhe cólicas, ou fadiga do dia. Nesta altura ter o pai, para ir rodando connosco a tentar acalmar e apoiar o bebé é maravilhoso, porque pode ser muito difícil. Por volta dos 6 meses, no meu caso isso acabou. O meu filho com 1 ano, não quis mais a chupeta. Sem stress. Uma chupeta custa 1.99€, devemos ter 2 no mínimo e ir rodando para que não se habitue a apenas uma.

 

Pelo menos um “Prende Chupeta”, para evitar que se perca ou que esteja sempre a cair ao chão, custa 4.99€.

 

Cadeira de refeição é precisa para manter o bebé na hora da refeição em segurança e liberta-nos para as tarefas. Só se usa quando o bebé adquire controlo muscular, mas é importante para as suas primeiras refeições e contacto com os alimentos. Fazem muita bagunça, mas é assim que se aprende e se tornam autónomos. Custam a partir de 50€, dependendo do modelo. Tenham em atenção se é fácil de lavar e mais importante se é segura, para depois não virar com o bebé lá sentado.

 

Os babetes, são importantes para manter o peito do bebé seco durante as refeições, quando começam a babar-se com o crescimento dos dentes, quando bolsam e etc… Aconselho a terem muitos (10/20) sempre à mão. A partir de 1.99€ já se compram com aquele plástico a revestir e isso é importante.

 

Com um bebé em casa é necessário ter um termómetro, preços à volta dos 9.99€.

 

E as roupinhas:

 

Não vale a pena gastar logo o dinheiro todo em roupas. Aconselho a que vão comprando, aproveitem os saldos com muita cabeça, porque pode ocorrer que ele cresça antes de conseguirem colocar a roupa toda que compraram, vos emprestaram ou vos ofereceram. No fim da primeira semana, o meu filho já não usava nada do que tinha vestido, nos primeiros dias.

 

Os bodies são uma boa opção ao longo de todo o primeiro ano. Para a primeira semana, não invistam em mais de 4/5 (vão lavando), e depois comprem segundo a vossa rotina e crescimento do pequeno. Os preços variam muito, mas a partir de 5.99€ conseguimos bodies recém-nascido em algodão.

 

As maternidades costumam entregar uma lista com o que a mamã deve colocar na mala para os primeiros dias. Incluem calças com pé, eu tinha apenas para a maternidade e apesar de ele ter nascido no inverno, parecia-me um crime atafulhá-lo em roupa. Custam 3€ mais ou menos. O pediatra ensinou-me a ver no pescoço se o bebé tinha ou não calor, porque as extremidades do bebé são enganadoras no início onde o coração começa a fazer o seu trabalho mas ainda tem de fazer ajustes. Eu seguia-me por aí e não me arrependi.

 

Também pedem um gorro, na maternidade e para bebés de inverno, faz sentido ter alguns (3/4). Custam 6.99€.

 

Nos primeiros tempos o Babygrow é indispensável e o mais prático, custam a partir de 9.99€ e convém ter alguns de vários tamanhos. Contando com alguns vómitos, babas, cocós e xixis fora do sítio comprem pelo menos uns 6 de cada tamanho para o primeiro mês. Mais vale que fique grande. Preparem-se para muitas lavagens. Eu passava a roupa a ferro por dentro e por fora, mas se a roupa for seca na máquina ou no interior da casa, esse cuidado não faz sentido.

 

E até aqui, já gastamos com o bebé no enxoval 865,36€. E está longe de estar tudo.

 

Não contabilizamos as roupinhas giras, os sapatinhos, o detergente especial para lavar as roupinhas, os brinquedos, o parque para ele brincar em segurança enquanto passamos a ferro a sua roupinha ou limpamos a casa, as papinhas, as frutinhas, e se quisermos podemos comprar esterilizadores, aquecedores de biberão, termómetros para a água e outras coisas que não são essenciais mas que facilitam a ocupadíssima vida de uns pais recentes.

 

Também não contabilizamos os cortes nos ordenados com licenças de maternidade e faltas ao trabalho para assistência aos filhos. Não contabilizamos preços de creches e jardins. Não contabilizamos a sua formação com a entrada na escola, as aulas de natação, de futebol e etc.., Não contabilizamos o preço dos médicos e medicamentos, etc…

 

Ter um filho não é um investimento inicial, é um investimento constante de dinheiro, mas também de esforço, amor, preocupação, etc…

Ter um bebé é ter um filho para a vida TODA. Podemos desistir de tudo na vida, do marido, do sonho, do emprego, da amizade, mas nunca de um filho. Uma vez decidido ter um filho e este estando nos nossos braços, não há marcha atrás. Os nossos limites serão testados todos os dias, todas as horas, todos os minutos.

É difícil.

 

Por outro lado, vamos descobrindo que somos muito mais fortes do que alguma vez imaginamos e teremos sempre ali aquele ser para nos lembrar disso. Esse é o poder de ser mãe.

Tem tanto de difícil como de compensador.

 

O primeiro ano exige investimento completo, os primeiros 5 anos exigem presença constante, depois até à adolescência começa o processo de independização, os amigos ganham importância, mas os pais servem de porto seguro e mediadores, são as bússolas que os orientam. Na adolescência entramos no pico do processo de independência (que medo!?), a opinião dos pais será sempre secundária em relação à dos amigos, até provas fortes em contrário.

E na idade adulta, o resultado do nosso esforço finalmente começa a aparecer.

 

Conseguimos? Temos de acreditar sempre que sim!

 

Durante todo o processo os pais investem tempo, dinheiro, atenção, amor, preocupação e etc… sem poder sair, desistir, interromper, …

 

ATENÇÃO IMPORTANTE:

 

As referências que faço a preços são meramente indicativas. Em relação às marcas, é apenas baseado na minha experiência pessoal, não podendo assegurar que as que menciono são melhores que outras existentes no mercado.

O meu blog é muito pessoal e o artigo nasceu da vontade de fazer um retrato geral do que implica a maternidade tendo a minha realidade como base, depois de ler vários textos onde se fala de subsídios como principal incentivo à natalidade, sem deixar claro que os seus valores são irrisórios para as verdadeiras despesas que ter um filho acarreta.

Também existem muitos textos pela net fora acerca da maternidade, mas quase todos se resumem à fase dos bebés, como se ter um filho terminasse depois da fase recém-nascido ou fosse apenas até que completa 4 anos.

È preciso consciencializar que filho é para a vida, que quem opta por ter um filho tem de ter consciência que isso vai limitar a sua liberdade à responsabilidade de ter um filho durante muito tempo.

Não é possível ter um filho e continuar tudo na mesma, com saídas nocturnas, férias no estrangeiro, idas ao cabeleireiro e jornadas de horas extras no trabalho até cair a pestana. Se acham que sim, desistam da ideia antes de engravidar. Durante um largo período (talvez os primeiros 10 anos) a nossa rotina será condicionada pelas necessidades dos rebentos. Esta é a realidade de mães que merecem esse título e têm responsabilidade da escolha que fizeram.

Depois eles crescem e nós voltamos gradualmente a dispor do nosso tempo, mas é preciso saber que durante muito tempo vamos estar condicionadas.

Da mesma forma que ficamos condicionadas quando assinamos um contrato de trabalho que dispõe do nosso tempo, mas no caso da maternidade não podemos rescindir.

 

Desejo a todos a maior FELICIDADE do MUNDO.

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