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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Quero igualdade! Não exclusividade de direitos!

No Jornal de Notícias, noticiaram que a empresa alemã "Mitteldeutsche Regiobahn" introduziu um serviço de carruagens de comboio exclusivas para mulheres. É por acções como esta, que termos como “feminista” não me conseguem convencer.

 

Não entendo! Tanto século de luta pela igualdade de direitos e depois voltamos ao mesmo?

Parece que estamos condenados à Roda 360°, a cada voltinha evolutiva voltamos ao ponto de partida.

 

Eu sou mulher e quero ser respeitada nos meus direitos como qualquer outro ser humano independentemente do género, raça, altura, cor dos olhos, etc...

Não acredito que a solução para a Igualdade de Direitos esteja na imitação dos maus exemplos masculinos ou na troca de lugar com o suposto Poder Masculino.

Acho que o caminho está na educação das novas gerações e na reeducação das gerações viventes e não na separação de espaços. É ridículo e anti produtivo para a causa da igualdade de direitos.

 

Para obtermos resultados diferentes na educação humana, teremos de começar a educar de forma diferente. Não acho que seja necessário cair no exagero de achar que homens e mulheres são iguais, porque é evidente que não é assim. Mas no que respeita a Direitos e Deveres devíamos ser tratados como IGUAIS.

 

As mulheres que lutam há tanto tempo pela igualdade de direitos entre géneros devem analisar com cuidado este tipo de “medidas”, porque não abonam em nada a favor da causa. Este tipo de medidas parece-me tão limitador para as mulheres, como para os homens.

Queremos viajar sossegadas pelo Mundo todo e não por espaços exclusivamente delineados para mulheres.

Não quero sentir-me ameaçada pela presença masculina e para isso é preciso educar.

Educar os homens para respeitar a condição feminina e educar as mulheres para se respeitarem a si mesmas e exigirem esse mesmo respeito ao género masculino e o vice-versa também se aplica.

Cair na vingancinha e na humilhação do género oposto não resolve o problema e faz de nós, mulheres, pior do que eles e condena-nos a viver em alerta constante e com as liberdades empacotadas em “espaços” para mulheres.

 

Esta notícia lembrou-me a Rosa Parks. Só que ela lutou contra a separação de espaços nos autocarros e meio século depois estão a introduzi-los novamente com outra desculpa. Desta vez a desculpa é proteger as mulheres dos assédios masculinos. Mas como nos irão proteger noutros espaços? Separar fragiliza as sociedades e não resolve os problemas.

 

Não tarda, com o ritmo a que vão as coisas nesta Europa supostamente Livre, teremos o Apartheid. Desta vez não separaremos negros e brancos, separaremos homens e mulheres. De alguma forma, imitando as sociedades árabes que tanto criticamos em espaço Europeu.

 Imagem do site "Libertarianismo"

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Sou a favor da Liberdade Total, mas não concebo tal conceito sem a união de respeito pelo alheio e responsabilidade individual. Ensinem homens e mulheres a viver em Liberdade responsavelmente e respeitosamente e não terão de dividir espaços por medo. Apenas o farão por diversão saudável e de forma pontual.

 

Algum dia, esta Humanidade vai ser capaz de viver em Paz, uns com os outros?

Pelo caminho que estamos a percorrer não me parece que isso vá acontecer num futuro próximo.