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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Sabem o que me assusta ?

Ver pessoas tomar atitudes que prejudicam milhares como se estivessem a decidir o vestido/fato da próxima festa.

 

A maldade confunde-se com actos de bondade de uma forma assustadora !

 

Na prática todos arranjamos justificação para os nossos actos! Mas a maioria de nós não perde muito tempo a perceber o impacto dessas decisões nos outros.

Existem no mercado manuais para nos ensinar a ter sucesso, com receitas de alívio de consciência de assustar o próprio Diabo.

As boas raparigas não sobem na vida.JPG

 

Crescer na vida!.JPG

Mas poucos são os que apelam ao sucesso com o cuidado de ver como os nossos actos vão afectar outros.

A culpa não é dos livros. O ser humano é egoísta por natureza. Mas parece que toda a humanidade se uniu para se livrar dos poucos filtros de valores que existiam que garantiam que se pudesse ter alguma consideração pelo outro.

 

Por exemplo, numa empresa que por factores externos deixa de conseguir escoar o seu stock, adivinham qual é a primeira medida que aplica o seu dirigente?

 

Sim, invariavelmente é despedir. E despedir sem negociar.E para aliviar culpas e limpar imagem justificam: "se não sacrificar alguns, perdem todos." (Que bonzinho, não?)

 

Mas na realidade deixa a empresa ainda mais frágil e sujeita a processos judiciais. Desta forma liberta dinheiro a curto prazo, mas resolve o problema? É pouco provável. E também não resolve o problema com a poupança de canetas e folhas de papel, isso apenas serve para consciencializar os funcionários da crise. E causa stress nos funcionários que ao princípio pode parecer produtivo mas a médio prazo a produtividade cai e aparecem as baixas. Mas na hora de decidir é a opção mais fácil e à mão. E enquanto o barco mete água, tomam-se medidas para não se perder tudo. E quais são? Salvar o dinheiro que se pode num qualquer paraíso legal.

 

 

E os paraísos legais? Quem os decide tem consciência do outro? Não posso acreditar que sim. Quem em sana consciência vai facilitar leis que sabe que vão ser aproveitadas para fins pouco decentes e se convence que está a ajudar a humanidade? Apenas os conscientes da sua própria fragilidade moral.

 

Se o dirigente da empresa em dificuldades se mantivesse atento e realmente se importa-se com algo mais que ele mesmo, provavelmente ia procurar outras saídas antes de despedir. E elas existem: procurar novos mercados, negociar novas formas de pagamento de dividas, desenvolver novos produtos ou serviços, encontrar novas formas de promoção, … E estas soluções são mais fáceis e mais rápidas com equipas que funcionem como tal do que equipas mantidas a stress.

 

Mas isso dá trabalho e exige gente inteligente e muito segura. E na verdade a nossa inteligência nem sempre vem acompanhada de uma boa auto estima, e nós neste caso temos de a gastar para superar as falhas pessoais e pouco sobra para o resto.

 

O filme belga “Dois dias uma noite” retrata um pouco esse egoísmo que nos é tão natural, mas que a dada altura se tornou doentio.

 

Teremos salvação? Ainda existe esperança?

 

Eu quero muito acreditar que sim. Que as pessoas comecem a perceber que todos os sucessos alcançados, por actos que prejudicam os demais são efémeros e de curto prazo de validade. Não fazem deles melhores pessoas e com o natural decorrer do tempo os torna mais solitários. E a solidão corrói por dentro e mata.

Mata lentamente e em consciência.

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