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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

UM MUNDO MELHOR? Eu faço parte da solução...

Onde reside o problema do mundo hoje em dia?

Nos governos? Nos capitalistas?

 

Não. O problema reside em cada um dos cidadãos que espera que as coisas mudem sem se alterar a si mesmo. Sim, nós somos o problema.

Imagem do Facebook de "Ortografía y literatura".

 

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Os governos fazem o que lhes der votos e garanta poder se não nos interessamos pelo que eles fazem, porque dá trabalhinho, eles apenas nos contam o querem e como querem.

 

Os capitalistas ganham dinheiro pelo que nós consumimos, como dá trabalhinho repensar as nossas formas de consumo, eles continuam a encher os bolsos e a ganhar poder (sobre nós).

 

A imprensa escreve o que estivermos dispostos a ler. Se apenas quisermos ler matérias de péssima qualidade, que não dêem o trabalho de pensar, pesquisar, reler, compreender, eles felizes irão dar-nos esse tipo de "textos vazios", muitas vezes produtos de Copy/Paste. Não se darão ao trabalho de informar com QUALIDADE. Afinal ninguém gosta de trabalhar e não ser reconhecido, neste caso trabalhar e não ser lido. O problema da imprensa de péssima qualidade é que pessoas mal-informadas, são pessoas que facilmente se deixam manipular.

 

Adoramos apontar o dedo à violência dos povos árabes, mas não olhamos a forma como nos tratamos dentro de casa. Dá muito trabalho reeducar-nos. Dá trabalho educar os nossos filhos para que aceitem o coleguinha mais pobre da aula, é preferível colocar as energias a tentar conquistar as atenções do mais rico. Quando o mais pobre desprovido de tudo e sem nada a perder se resolve virar contra o sistema, não temos culpa nenhuma, são os seus maus instintos. Não são apenas os seus maus instintos é também a nossa indiferença com a sua realidade (Para os que adoram estatísticas comparem os números da violência em países onde as diferenças sociais são abismais com os outros onde a igualdade social está mais equilibrada).

Deixo para reflectirem!

 

Pequenos gestos podem fazer a diferença. Em casa dêem bons exemplos, são o melhor aliado de uma boa educação. Falem com Escola e promovam actividades colectivas. Falem com as Câmaras e promovam actividades colectivas. Falem com as Juntas de Freguesia e promovam actividades colectivas.

Falo de teatros que apenas precisam de uma boa história e pessoas interessadas. Não é preciso o melhor palco, o melhor som e o melhor vestuário, com vontade fazem-se coisas giras e mais tarde melhora-se.

Falo de desporto. Para correr basta uma zona segura e um par de sapatilhas.

Falo de leituras partilhadas, basta combinarem na sala de jogo do café da esquina todas as quartas à tarde e ir à biblioteca buscar livros. Peçam conselhos à bibliotecária para vos orientar nas melhores histórias.

A vossa Escola, Câmara ou Junta de Freguesia recusa-se a participar (o que eu duvido, porque é uma forma de "animar" as vilas e com o tempo o comércio local), façam-no com os vizinhos. Venham para a rua, chamem a juntar-se, todos os que espreitarem à janela, porque mesmo que a timidez atrase, eles acabam por se juntar.

Mais tarde, quando existir um espírito de grupo construído, falem de coisas mais importantes e sensíveis de forma democrática. É preciso fazer uma obra pequena, mas importante na vossa área, juntem-se e façam-na. Não estejam sempre à espera que o problema seja resolvido por decreto, mostrem o quanto podem ser os Governantes se não fizerem bem o seu trabalho (para não perderem votos, verão como passarão a fazer as coisas mais rápido e eficazmente).

Limpem a vossa cidade todos juntos: velhos, novos, jovens, doutores, empregados, etc... numa tarde bem passada e acompanhada de um churrasco com contribuições de todos.

A vergonha é um problema grave da pobreza, construam um mercado de doações e as pessoas que quiserem vão lá fazer a sua doação ou levantar a sua necessidade. Desta forma ajuda-se realmente quem precisa e não alimentamos o negócio da solidariedade que enriquece uns poucos, mas não chega a quem devia chegar.

 

Com o tempo a necessidade de passar uma tarde inteira dentro de um centro comercial a comprar vai deixar de fazer tanto sentido e frases como as que ouço repetidamente, deixarão de ecoar: "O que é que uma pessoa faz num domingo à tarde, se não tiver o centro comercial?" Eu respondo: actividades colectivas, para o bem comum e bem-estar próprio.

 

Na era das "redes sociais", que podem e devem ser um aliado para pesquisas, para juntar as pessoas, para partilhas, isto deve ser "canja", como dizemos em Portugal, para reforçar que algo pode ser muito fácil (demorado, mas não complicado).

 

Se as mudanças começarem a ocorrer na base, o topo terá de se reajustar.

 

Globalizamos o mundo de tal forma que acabamos sozinhos nos nossos espaços, acho que precisamos de voltar a encontrar-nos e de mundinho em mundinho, de espacinho em espacinho, começar a tornar o Mundo um lugar de todos. E isto tem de ocorrer antes que este processo de escravização das sociedades ocidentais se instale de vez e apenas uma Guerra nos consiga dar alguma hipótese de reaver a nossa liberdade.

Alguns levantarão a questão que se deixarmos de frequentar tanto os centros comerciais vão existir falências e desemprego. Claro que sim, nos serviços que cresceram demais para a sua real utilidade isso vai acontecer e é bom que aconteça.

Mas, isso vai ser mau para as pessoas?

Não. Se existir um espirito de entreajuda entre pares, vizinhos, amigos e familiares existirão sempre alternativas (laços que o capitalismo tem vindo de forma hercúlea a quebrar, porque sabem que são o seu pior inimigo, estes laços que criam alternativas às pessoas. Sem alternativas as pessoas agarram-se aos tristes empregos abrindo mão de toda a sua liberdade).

Com a ajuda de amigos podem-se efectuar trocas de bens que suprimam necessidades imediatas, podem-se fazer os mercados solidários, construir os próprios negócios, cultivar terras dividindo despesas, trabalho e colheitas e etc…

 

Estas são algumas das alternativas/acções que me ocorrem, mas existem com certeza muitas mais, afinal o Homem chegou aos dias de Hoje partindo de uma base ainda mais pobre do que aquela que possuímos hoje.

 

Alternativas existem, falta a vontade!

Rogo aos vizinhos com espírito de liderança (existem sempre e muitos sem diplomas importantes, apenas têm um talento eficaz) que contaminem os seus companheiros de rua, de prédio, de associação a unir-se em pequenas actividades. E pouco a pouco construam uma comunidade melhor. E comunidade a comunidade o Mundo será com certeza um Lugar Maravilhoso.