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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Os diplomas de gravata e a gestãozinha.

Com década e meia de experiência no mercado de trabalho em Portugal, não consegui ler o texto do Sr. Sérgio Figueiredo, ontem no DN Opinião sem identificar a realidade de uma boa parte das empresas.

 

Considero o texto pertinente, e que deve ser lido por todos, principalmente pelos "patrões" preocupados com a saúde da sua organização a médio e longo prazo.

 

Infelizmente o gestor-tipo descrito é o mais comum nas organizações portuguesas.

 

É o gestor preocupado com o seu "lugarzinho" e com pouca preocupação com o bem que lhe foi confiado. É o gestor lambe-botas e corta-pernas. Fala bem e ouve mal.

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 Imagem de "Verdades Bancoop".

A actualidade portuguesa, nos últimos tempos tem oferecido a oportunidade de verificarmos com que tipo de gestores contamos. Por exemplo: o Sr. Ricardo Salgado que durante anos posou de "o gestor", "o dono disto tudo" e bastou o governo tirar o tapete por falta de dinheiro e o castelo ruiu.

Ou o Sr. Zeinal Bava, que ganhou prémio de gestão atrás de prémio de gestão, e levou a PT à situação actual, para descobrirmos que afinal sofre de "amnésia tendenciosa".

E isto são os exemplos mais mediáticos.

 

Descendo a pirâmide hierárquica nas organizações portuguesas, o cenário é mais tenebroso, na maioria das vezes. 

 

A escolha de gestores/chefes por cunha, a falta de formação e a exigência de resultados em números, são talvez as causas mais visíveis do problema. A falta de auditorias ao seu trabalho é outra. 

 

Às vezes seria importante, as organizações diminuírem o ritmo e tirar tempo para se escutar a si mesma. Perceber o que se passa na base, com clareza, fugir de relatórios manipulados, e ir directo à realidade. 

 

Muitos gestores conhecem bem a sua área, mas são incapazes de a cruzar com as outras áreas da organização para tirar melhor proveito do todo. 

 

 

Muitos gestores lidam directamente com pessoas sem o mínimo respeito no trato, nem na supressão das suas necessidades (por exemplo: pirâmide de Maslow é totalmente desconhecida). Desta forma, só conseguem que estas dêem o seu rendimento mínimo, sem um verdadeiro empenho com a organização. 

 

A crise actual tem oferecido/exigido às organizações uma atitude, sob pena de perecerem no tempo.

 

Há esperança portanto.

 

Os que melhor se escutarem de forma a erradicar este tipo de gestão, são os que irão ganhar em criatividade e inovação. Ou pelo menos aumentar as suas possibilidades.

 

Na maioria das vezes, as melhores ideias não surgem na cadeira de um escritório, e sim na planta da fábrica por quem lida directamente com a sua arte.

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Imagem do "Blog da Qualidade"

Existe uma filosofia de organização de trabalho que dá pelo nome de Kaizen, que dá toda a importância ao "Gemba".Tradução rápida é: o local da acção.

Será o sítio onde se cria o dinheiro. Na loja é o sítio onde os clientes acedem aos produtos, na empresa é o sítio onde os produtos se fabricam e são despachados para a venda. Tudo o resto são bastidores/apoios.

Nesta filosofia o papel do gestor deixa de ser central e dilui-se no objectivo da organização. Todos são importantes e isso diminui gastos com pessoal e aumenta o empenho de cada um. Em Portugal, existem várias empresas a aplicar o conceito com sucesso.

 

Mas existirão outras soluções, para isso é preciso existir vontade de mudar, e principalmente de escutar. É preciso largar os velhos paradigmas. 

 

É preciso aprender a conquistar respeito, e não exigi-lo por decreto interno.

É preciso que as pessoas percebam que todos são preciosos à organização, usem gravata ou não.

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 Imagem do Site "PN".

Nenhum vendedor fará o seu trabalho se não existir produção do produto/serviço, verdade?

Nenhum chefe de recursos humanos terá êxito se as suas políticas não estimularem a união da organização, não é?

Nenhum chefe de produção o será, se não tiver colaboradores que produzam com qualidade a sua função, correcto?

 

Deixemos de alimentar gestores de personalidades castradoras e aniquiladoras dos restantes actores das organizações.

 

Afinal ninguém é insubstituível e nenhuma organização vive só de accionistas. Existem centenas de exemplos actuais da veracidade desta afirmação é só pegar nos jornais.

 

Reler o texto do Sr. Sérgio Figueiredo, ontem no DN Opinião.

 

Senão servir para mais nada, que sirva de base para uma reflexão.

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