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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Ambiente

Ser "rico" tem de ser sinónimo de criminoso, mesmo que não esteja previsto nos textos legais?

Tanto as redes como a imprensa mais credível, nos contam que as toneladas de lixo que o consumo de gente que vive em países supostamente ricos, produz e envia para a terra dos outros. Não existirá outras soluções?

Claro que existem e terão de ser colocadas em prática, porque não se pode encher a terra alheia de lixo e depois queixar-se da imigração. Se queremos um mundo mais justo, teremos de aprender a lidar com a nossa prórpia porcaria.

Uma das grandes acções que cada um pode fazer é questionar-se: "eu realmente preciso disso?" Baixar o consumo de inutilidades ou chinesices é fundamental.

Eu olho com assombro à minha volta e vejo que estas novas gerações tão "cultas", são cada vez menos capazes de sobreviver sem o auxilio de uma máquina. Sabemos tudo de algorítmos, mas poucos sabem a melhor época para plantar batatas ou colher as cebolas. Eu confesso que não posso reconhecer uma árvore de fruta pela folha, como faz a minha mãe. E nesse sentido, o futuro vai ser "maravilhoso", porque até as máquinas precisam da natureza para funcionar.

Não acreditam? Ponham o vosso carro a funcionar sem combustível. Não funciona, pois não? Pois, o petróleo é nos dado pela natureza. Ah, mas o meu é eléctrico! Pois é! E a electricidade é produzida como? Vento, àgua, sol, tudo fenómenos naturais.

Essa perda de contacto com a natureza e os seus ciclos é perigosa. Será complicado continuar a existir sem compreender como se produz comida, apesar de sabermos mil idiomas e conhecermos todos os destinos turísticos do mundo.

Não está mal usufruir de todas as possibilidades que a existência nos dá, o erro é quando deixamos de ver o importante e perdemos o equilíbrio. Isto de seguir modas é lindo, mas quando te afasta tanto da tua fonte de sobrevivência, a terra e a sua magia, deviam soar os alarmes. Na realidade, eles estão a soar, porque não é por nada que se vêem tantos trabalhos sobre o assunto: ambiente. Estaremos a ouvi-los?

Hoje destruimos os países alheios, amanhã não existimos porque a progressão dos desastres tende a ser implacável e matemática, quando não se mudam os factores da equação. E a nossa preguiça é tramada, até porque o nosso acesso a informação compactada e mastigada, faz com que não entendamos o que se passa. E é muito difícil actuar contra o que não entendemos.

È tão confortável ir à loja e comprar, comprar e comprar... Tão confortável, que a maioria não se importa de perder até o último tostão, desde que possa exibir nas fotos das redes o último modelo de telefone.

Pena! Se soubessem usar os programas de manipulação de imagem, podiam produzir o mesmo efeito de inveja nos outros sem gastar tanto dinheiro.

E na rua como fazemos? Fácil. Às poucas pessoas que realmente importam na tua vida e, que ainda se cruzam contigo a cores e em vivo, mostras a foto e dizes "olha o modelito de telefone que esqueci em casa". Vai-se roer de inveja na mesma mas, o ambiente agradece menos um aparelho para o monte de lixo, daqui a um par de meses.