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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

25 de Abril de 1974

De ditaduras, eu só conheço o que a história me contou e um ou outro testemunho que a internet, hoje em dia, possibilita. Mesmo assim, agradeço com toda a minha alma ter nascido no Portugal democrático. Um país ainda a aprender as responsabilidades da liberdade mas, com liberdade para fazer essas aprendizagens. Isso não tem preço!

Por isso, não vejo a discussão sobre as celebrações do 25 de Abril no parlamento, como algo que não podia estar a acontecer. Contudo, vejo-o com preocupação.

Somos livres, logo responsáveis por essa liberdade. O órgão máximo da nação é o primeiro a ter presente essa premissa, de que todos os seus actos serão alvo de consequências. A exposição e a responsabilidade que aí se deposita assim o exigem. É aqui, que a minha preocupação se define.

Numa altura, em que uma situação nunca antes vivida pelas gerações vivas, obriga o mundo a pôr em pausa uma série de liberdades, em nome da responsabilidade pela saúde e bem-estar de todos, não será também responsabilidade dos parlamentares repensarem a forma de celebrar essa data tão importante?

A criatividade humana não é limite e está mais do que provada a enorme capacidade de criar soluções para qualquer dificuldade. Então, em vez de repetirem o mesmo tipo de celebração dos anos anteriores, numa escala mais pequena, podiam reinventar-se. Os aniversários não se adiam para um fim-de-semana próximo, para que todos possam estar presentes ? Podia ser uma hipótese. Ou fazer lives, directamente dos locais de confinamento. Ou alugar um hotel, onde todos possam estar nas varandas a discursar, sem estarem todos confinados no mesmo espaço, etc... São ideias soltas e loucas em cima da hora mas, ficam por aqui perdidas.

O mais importante, será ver o depois. Se os exemplos dados, pelos que têm a responsabilidade de definir as regras, não são de acordo ao que é pedido, o risco de abusos "justificados" é grande. O desafio é como se vai gerir depois, sem se cair no autoritarismo que é tão "não-liberdade". Dá para repensar, pelo menos.

Outra coisa, será ver como a avaliação da importância dos assuntos, que são responsabilidade destes órgãos, é feita. Se uma comemoração deu para tanta discussão, no mínimo queremos ver o mesmo empenho nos assuntos que nos tocam a rotina todos os dias : a educação, a saúde, a justiça. Sim, porque apesar do marketing maravilhoso e do esforço dos profissionais, sabemos que essas áreas não são nenhuma maravilha de gestão e esses assuntos exigem, no mínimo, o mesmo empenho que lhe põe à celebração da data da revolução, este ano. No mínimo.