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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

A educação millennial...

Quantos, com idades acima dos 35 anos, não recordamos saudosos os saltos ao elàstico, o jogo da macaca (amarelinha), o esconde-esconde, etc...? E não nos limitamos a sentir saudades dessa nossa forma de viver a infância, olhamos as novas gerações com olhar critico e até chocado.

Mas...

Os tempos mudaram e negar isso é um erro. Lutar contra isso é perder tempo precioso. Aceitar e a partir desse ponto tentar corrigir algumas coisas, parece-me a mim, o melhor caminho.

 

Hoje em dia:

Os pais temem deixar as crianças sozinhas e essa era a sua oportunidade de explorar todas essas brincadeiras que tão bem conhecemos.

As sociedades vivem porta a porta e não sabem o nome do vizinho, como é que nessas condições se tira um filho para ir saltar em grupo para a rua?

Os mais velhos da familia que muitas vezes ajudavam a cuidar e permitiam esses tempos de brincadeira livre foram absorvidos, também, por estes tempos de escravatura moderna e estão sob a batuta do capitalismo consumista.

As escolas antes tinham recreios largos onde as crianças podiam ser livres de ir formando as suas relações sociais. Hoje em dia, todas as actividades são programadas e vigiadas. Fica pouco espaço à criatividade e à socialização livre que permitia brincadeiras onde o corpo se mexia e a interação com os outros se fazia.

Queixamo-nos, mas a verdade é que depois de um dia inteiro de trabalho, muitas vezes feito sem gosto nenhum, não temos espaço/tempo para chegar a casa e dialogar com os pequenos, ir com eles a um parque, convidar os meninos do prédio para ir dar uma volta de bicicleta, todos juntos. E acabamos por agradecer ao santo Jobs e companhia por criarem os brinquedos modernos que distraem os pequenos e nos permitem alguns segundos de suposta paz (e digo "suposta", porque a conta do desinteresse sempre aparece para cobrar).

 

 

De todas as formas, essa é a nossa realidade e é preciso aceitar. Não se pode voltar no tempo. O que não significa que não se possa tentar tirar o melhor partido possivel da realidade actual.

 

 

Por exemplo, fugir dos video-jogos é complicado, então informemo-nos um pouco sobre o que são. Muitos pais deixam jogar sem saber a que estão a expor os mais novos. As cenas de violência são recorrentes em jogos de acesso a qualquer um com uma ligação net, e os pais pela sua falta de atenção, sem quererem estão a ajudar a naturalizar a violência. Quando somos expostos muito tempo a algo, essa situação passa a ser-nos natural. E ninguém quer que o seu filho veja uma luta e não reaja, por exemplo, chamando as autoridades, porque para ele é natural ver duas pessoas a fazerem mal uma à outra, pois não?. (Esperamos sempre que as autoridades, os outros, tomem providências, mas a verdade é que isso quase sempre falha, temos de tomar cartas no assunto se realmente nos importa).

Então se os video-jogos são parte da nossa nova realidade, escolhamos melhor video-jogos.

Informemos as empresas que os criam, daquilo que como consumidores queremos, para isso também estão os sites.

Eu, por exemplo, para além de ter cuidado com o tipo de jogo tento escolher jogos em inglês, porque se vai jogar que pelo menos aprenda algo.

Para que o jogo não seja envolto em tanta solidão, convido os amiguinhos para que joguem todos juntos em casa, e depois aproveito e de hora a hora mando-os ir brincar no jardim antes da sessão seguinte. Reclamam no começo mas depois até se divertem. Desta forma, tento juntar a realidade actual, à actividade fisica, à exposição à frustação que é tão amiga da criatividade ao mesmo tempo que permito um pouco de socialização que faz tão bem e é tão precisa para mantermos alguma paz neste mundo.

Para dormir, sempre um livro, nunca um aparelho. Esta é uma regra da nossa casa, não temos televisores no quarto.

Se eles não tomam a iniciativa de sair a convidar os vizinhos para ir andar de bicicleta, façam-no vocês nas primeiras vezes (assim tenho feito eu de cada vez que trocamos o ponto de habitação neste planeta).

Nos prédios, durante as reuniões de condominio, proponham convivios entre vizinhos para criarem condições que permitam o jogo em conjunto entre os mais pequenos. Não compitam tanto com o vizinho para ver quem tem o emprego mais importante, em vez disso, apostem em encontrar gostos comuns. Construam mais pontes entre vocês e aqueles que os rodeiam porque isso vai terminar porque criar o ambiente ideal para que os vossos filhos saiam e brinquem.

 

De todas as formas as brincadeiras serão outras, com nomes que nunca imaginaram. Com girias a que serão alheios. Mas, o ambiente vai estar semeado e quem sabe se não colhemos boas mudanças no futuro. Sozinhos não se pode muito mais que queixarmo-nos, mas juntos, mesmo que sejam poucos no começo pode-se ir fazendo boas mudanças. Mesmo que elas durem décadas a realizar-se.

A mudança é condição da vida humana, mas ela pode ocorrer sem que interfiramos e apenas recolheremos as consequências, ou pode ocorrer com a nossa interferência e nesse caso o que recolheremos vai ser mais de acordo às nossas reais necessidades. Fica para reflexão! 

 

E lembrem-se: "O que ousa pensar e agir de outra forma sempre vai ser olhado com estranheza no começo, mas termina sempre por recolher os frutos do seu empenho.

Que estes tempos de educação millennial nos dêem uma boa colheita.

Fica à espera dos vossos conselhos para driblar as questões da educação nestes tempos tão diferentes dos nossos. 

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