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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

A receita de "emmerder"

Em relaçao à vacina nunca me pronunciei publicamente porque defendo que a escolha deve ser de cada um.

Apesar de estarem a transformar a ciência numa religiao, em que todos repetem dados sem saber a origem, a verdade é que a eficacia das vacinas nao està comprovada e até isso ocorrer tantos os vacinados como os nao-vacinados têm a sua razao.

Em relaçao à POLITIZACAO da crise sanitaria gostaria de partilhar umas "lindas" palavras do M. Président de la République Française:

"Les non-vaccinés, j'ai très envie de les EMMERDER." au Le Parisien.

Traduzindo tao "belas" palavras de um chefe de Estado, ele afirmou que està desejoso de "complicar a vida" aos nao-vacinados. (Estou a ser delicada na traduçao para evitar a mà educaçao que aqui criticarei).

Se seguirem o resto das declaraçoes de M. Président, amplamente divulgadas na imprensa do mundo, vao reparar que ele também afirma que ser nao-vacinado é uma irresponsabilidade e por isso nao se podem considerar cidadaos, logo ele nao é responsavel por eles (é o que interpreto).

Qual é o problema deste discurso?

  • Primeiro que um chefe de Estado existe para solucionar problemas e nao para os criar. Ele deve ser representante de uniao entre os diferentes grupos sociais e nao uma figura que aprova e promove a agressao de um grupo face aos outros. A essa representatividade de uniao das diferenças se chama democracia. Para concluir este ponto, ele foi eleito para governar para todos, nao so para aqueles que concordam com a sua postura.

  • Segundo por que ele deve ser exemplo de conduta. Da mesma forma que, nao aceitariamos bem um pai que deixa um filho à margem so porque ele nao partiha da sua opiniao, parece-me errado um chefe de Estado colocar-se nessa posiçao.

  • Terceiro por que com estas palavras ele deixa claro qual serà a sua postura em relaçao àqueles que nao rezarem da mesma forma que ele, seja qual for o assunto: trabalho, reformas, etc... Hoje ele incita o odio contra os nao-vacinados, amanha contra os defensores de aumentos salariais, e depois?

  • Quarto, as pessoas nao-vacinadas têm os seus motivos assim como os que se fizeram vacinar, entao seria mais produtivo ouvi-los que condenà-los. Com pressao e a eternalizaçao das doses das vacinas nao vao conseguir que as pessoas que jà esperaram dois anos se vacinem.

  • Quinto, o tempo passa e o virus nao pàra de circular apesar da maioria da populaçao estar vacinada. Empurrar mais doses de vacinas goela abaixo nao foi, e nao serà, a soluçao para a pandemia (o mesmo nao se poderà dizer dos lucros das empresas que as distribuem, esses encontraram o El Dorado com clientela fixa e poupança dos custos com ensaios clinicos antes da comercializaçao, fora que nao se têm que preocupar com processos por possiveis efeitos indesejados).

  • Sexto, a desvalorizaçao dos sintomas secundarios das pessoas que tomaram as duas doses juntamente com a falta de responsabilizaçao das autoridades competentes também nao ajudam ninguém a confiar em algo desconhecido. Entao, creio que antes de diabolozar os nao-vacinados podia-se corrigir alguns erros de estratégia e comunicaçao.

  • Sétimo, "excesso de informaçao mata a informaçao". E no caso da pandemia isto jà ocorreu faz tempo. Jà nao sabemos distinguir a verdade da mentira. Dentro das nossas cabeças ecoam dados sem sentido e estamos a escolher posiçoes supostamente cientificas com base em emocoes, no caso por medo. A ciência transformou-se, na mao da imprensa e politica, num sermao de padre na missa do domingo.

  • Oitavo, ele afirma que nao aceitar algo que nao se entende é uma irresponsabilidade, por que os sistemas de saude estao sobrecarregados. Isso obriga a olhar para todos os outros motivos irresponsaveis que enchem os hospitais: gente que sabe que beber e conduzir é crime e continua, gente que sabe que beber em excesso dà cirrose e continua, gente que sabe que excesso de açucar pode originar um tipo de diabetes e continua, patroes que sabem que as condiçoes de trabalho nao sao adequadas e continuam a nao corrigir os erros condenando funcionarios a doenças musculo-esqueléticas para toda a vida, politicos que sabem que determinadas industrias provocam doenças pulmonares e cancros e mesmo assim aprovam a sua sediaçao em vilas e cidades, etc...

Entao esta gente também nao pode ser considerada cidadao e merecem ser "emmerder", nao?

  • Nono, em França a crise sanitària serviu para retirar a atençao da populaçao de outros problemas. Os "gilets jaune" (coletes amarelos que reinvidacavam a revisao de leis trabalhistas e economicas) calaram-se e isso serve muito ao atual governo. Manter a atençao sobre um suposto grupo de "irresponsaveis" libera-os de ter de lidar com os outros problemas e serve de bode expiatorio para todas as medidas que deviam estar a ser tomadas para conter a crise e nao estao a ser feitas. Como estratégia politica é brilhante, como governo é um desastre apenas possivel numa naçao com uma oposiçao fraca e um povo iludido.

  • Décimo, as medidas para conter a crise ("emmerder") sao resumidamente o corte de acesso dos nao-vacinados a restaurantes, cinemas, teatros, locais de lazer e cuidados de saude. Os vacinado poderao aceder se apresentarem um teste negativo. Se a ideia é combater a circulaçao do virus, a apresentaçao do teste parece-me uma boa medida.

Porquê tirar agora esta hipotes aos nao-vacinados, se até agora funcionou bem? Tirando os picos "estratégicos", a pandemia estava a ser bem controloda com o recurso aos teste e mascaras. Se nao é, isto tudo parece muito com perseguiçao de uma minoria e jà vimos isto antes na historia recente da Europa, com péssimos resultados paraTODOS. Porém parece que nao aprendemos nada.

  • Ultimo ponto, o corte ou dificultaçao de acesso a locais de cultura e socializacao pode parecer inocente à primeira vista, mas nao é. A uniao dos povos é semeada nestes locais de encontro social e a capacidade de defesa de um povo contra a tirania é a troca de informaçao conseguida através dos movimentos culturais. Tirar isto ao povo é dividir para reinar sobre a ignorância e desuniao. Demasiado perigoso para todos, mas principalmente para as geraçoes futuras.

Para nao falar na negacao de acesso a cuidados de saude a um grupo de "irresponsaveis" ignorando todas as outras irresponsabilidades sociais que enchem cofres e por isso nao serao discutidas da mesma forma (apesar de que eu critico esta forma de coacao, indigna-me a diferença de tratamento entre cidadaos)

Podia falar muito mais sobre o erro de politizar a pandemia, mas creio que jà ficou ilustrada a minha opiniao e o algoritmo ajudarà a tornà-la irrelevante!

Em relaçao à pandemia, depois de dois anos, a unica certeza que temos é que precisamos aprender a conviver com o virus, porque ele faz parte da natureza que nos rodeia. Assim como convivemos com o ar poluido que as màs politicas nao impediram, com a agua encanada carissima que as politicas nos empurraram, com a comida de mà qualidade que as politicas também nao souberam gerir, etc...

Com tantos erros politicos na gestao de bens essenciais, como confiar cegamente neles agora durante a gestao da pandemia?

Ninguém pede ao padeiro para lhe fazer uma operaçao ao coraçao, entao quem devia estar na linha da frente da comunicaçao no que concerne à crise sanitària deviam ser os médicos, so que a imprensa està repleta de discursos politicos com toques de vendedores de banha da cobra. Algo soa mal em tudo isto!

Hà duas coisas que gostaria ver explorado pela imprensa: a primeira é o fecho de cuidados de saude publicos comparados com a abertura dos mesmos no sector privado e a segunda é conhecer as margens de lucro dos laboratorios antes da crise e agora que conseguiram os melhores vendedores possiveis: os politicos. So por curiosidade!

O unico que provou até agora realmente fazer alguma diferença na circulaçao do virus foi o uso da mascara e os cuidados bàsicos no contacto social, por isso, até se encontrar uma vacina ou outra coisa que realmente funcione, nao larguem esses hàbitos, por favor.

O RESTO é apenas jogo politico! Um perigosissimo jogo que està a provar que o efeito manada funciona e é relativamente fàcil de manipular por quem detém as ferramentas adequadas. TODOS somos a manada.

PS: Nada do que escrevi aqui é contra as vacinas no mercado, se vos parece adequado tomar façam-no. Se vos parece adequado tomar doses eternas, façam-no. Contudo respeitem quem tem medo ou nao se sente suficientemente bem informado para dar esse passo. Se nao podermos decicidr sobre o nosso proprio corpo, nao teremos poder sobre nada, seremos apenas escravos!

Este texto serve apenas para partihar o que eu observei no jogo politico que se està a jogar com tanto à vontade, a par da pandemia. Parece-me muito perigoso que um chefe de Estado se sinta tao seguro do seu poder, ao ponto de emitir opinioes como essa que partilhou. Pode até ser que se ouçam palavras destas numa conversa de café, mas espera-se mais de alguém que tem obrigaçao de ser bem educado e culto o suficiente para perceber o alcance de tal expressao.

O ser humano abre facilmente mao das suas liberdades em troca de segurança e os politicos sabem muito bem disso, e claramente estao a explorar isso a seu favor. Quando percebermos o que perdemos serà muito dificil recuperar.

Se puderem pensem um pouco nisso!

Desculpem alguns erros, mas é o que posso escrever neste teclado.

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