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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Somos seres humanos ? Ou « baratas »?

 

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Observem a imagem:

 

Isto parece-vos um ser humano?

 

 

 

 

 

 

 

Imagem no site CBN

 

Eu não ia escrever nada sobre o que está a ocorrer no mar Mediterrânio ainda, porque queria entender primeiro o motivo pelo qual se deixa morrer tanta gente que foge de um cenário de guerra. Queria entender bem, o « não entendível ».

 

Qual é a definição de ser humano?

 

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Reparem na imagem disponibilizada na wikipédia, parece-vos com a anterior?

Humano é a única espécie animal de primata bípede do género Homo ainda viva. Os humanos anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos.” Esta é a definição segundo a Wikipédia.

 

“ Todo ser humano pertence à espécie homo sapiens. Como espécie, o ser humano não goza de nenhum privilégio em relação às outras espécies. Não faz sentido, defender o "especismo", como não faz sentido, sustentar o racismo ou sexismo. Portanto, um ser concebido de óvulo e esperma humanos pertencerá à espécie homo sapiens, mesmo que nasça com extremas deficiências como a anencefalia ou sofra irreversíveis deficiências mentais na idade adulta. Porém, enquanto homo sapiens este ser humano ainda não é pessoa e portanto ainda não é sujeito dos direitos que atribuímos às pessoas.O homo sapiens passará a ser pessoa quando ganhar consciência de si, for capaz de controlo de suas emoções, de manifestar desejos, interesses e defendê-los. Então, um embrião, um feto e uma criança ainda não são pessoa; e um adulto que perde definitivamente a consciência de si deixa de ser pessoa.” Segundo o site Ghente.

Existem mais definições mas que vão mais ou menos repetindo.

 

Em conclusão: Ser humano é uma espécie animal bípede, originários de Africa, que só se torna pessoa quando tem consciência dos seus actos.

Em nenhuma definição que eu li, descrevia ser humano como as pessoas que vestem “Prada”, conduzem carros de luxo e têm apartamentos na cobertura comprados de forma duvidosa.

 

Hoje deparei-me com a notícia que um jornal inglês se referiu às pessoas que atravessam o mar Mediterrâneo, chamando-lhes de “baratas”.

 

Eu acredito, que estas pessoas que fogem dos cenários de guerra têm consciência que não terão vida se não tentarem sair desses territórios. Acredito, que elas tenham consciência dos trabalhos que vão passar, exactamente por conhecerem demasiado de perto a capacidade humana para a maldade. Mas é a sua única hipótese.

 

Agora pergunto-me se os jornalistas e editores que publicaram esse artigo têm consciência? Se pelo menos antes de se colocarem a adivinhar espécies, procuraram na enciclopédia as características das baratas? É função da imprensa informar, não adjectivar. Ou estou enganada?

Fiquei na dúvida se existiu aqui consciência? Se existe aqui neste tablóide humanidade?

 

Na realidade ao ler a notícia, deu-me um frio na barriga. Explico porquê? Há mais ou menos um século atrás, por volta do ano 1939, a imprensa e a rádio foi usada pelo governante da Alemanha para plantar a intolerância contra os judeus. E todos conhecemos o que se passou depois.

 

Este tipo de artigos em jornais de algum impacto, junto com a inactividade dos governantes europeus perante este cenário, parece-me um mau presságio.

 

É verdade que o espaço europeu não pode limitar-se a receber toda a humanidade. Mas devemos continuar a olhar para o lado a fazer de conta que ninguém vê que estão a morrer milhares de inocentes (humanos como nós) entre os cenários de guerra e as tentativas de fuga?

 

Vamos continuar a fingir não perceber que a nossa dependência de petróleo e a ambição de uns quantos é o que financia estes guerrilheiros que manipulam populações inteiras através da sua ignorância e fé?

 

Vamos continuar a fingir que não vemos a passividade dos nossos governantes perante a atrocidade? Realmente se tratam tão mal os residentes europeus ficando com o fruto do seu trabalho, e tirando a dignidade pouco a pouco, porque é que se iriam importar com as vítimas de uma guerra que os próprios ajudaram a criar ao invadir os seus territórios e explorando as suas terras sem dó nem piedade.

 

Vamos continuar a fingir que é possível ter um mundo redondinho, em que uns são reis e os outros escravos e que isso mais tarde ou mais cedo não nos vai afectar?

 

Vamos continuar a achar que uns podem usar os recursos naturais sem rei nem roque, enquanto os outros não conseguem sequer alimentar-se e matar a sede e que isso nunca vai criar problemas?

 

Deixo as questões para reflexão.

 

Temos medo que os terroristas entrem no nosso território e nos liquidem?

 

“Os maus” não nos vão vencer por serem mais fortes, mas sim pela ambição dos nossos governantes e silêncio dos governados.

 

Parece que um século depois a história se vai repetir.

Espero sinceramente que a espécie humana não seja assim tão "burra"!

 

2 comentários

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    Aerdna 25.04.2015 11:25

    São pessoas a tentar encontrar uma hipótese de vida.  Quando leio os testemunhos que os refugiados em Portugal, contam aos jornalistas, acerca das condições em que fazem a travessia, e me tento imaginar na situação, sinto quase um sufoco. Atravessar desertos, sem água, com os filhos atrás, esperar dias sem fim por uma oportunidade, ser ilegal, querer comer e não ter, ser espancado, atravessar um mar desconhecido em direcção ao não se sabe o quê. Um testemunho contava que o contrabandista transportou num jipe, 32 pessoas. Um carro preparado para 5 pessoas, atravessa o deserto com 32!? Não consigo imaginar. O desespero desta gente tem de ser gigantesco, para se colocarem nesta situação. Chegam aqui, esgotados, mal tratados e deparam-se com a passividade das autoridades. 

    Os governos europeus e americanos que gostam de ir lá buscar o petróleo a baixo preço, não querem saber dos estragos que fazem. E nós simples cidadãos que não concordamos com isto, sentimo-nos sem voz suficiente e presos a uma dependência (carros a gasolina, etc...). Que podemos fazer?

    É bom perceber que existe gente a movimentar-se. Angelina Jolie aparece numa reunião da ONU, numa foto ao lado de um Guterres envergonhado a criticar a passividade da organização no cenário de guerra na Síria. Goste-se ou não da actriz, temos de pedir que muitas como ela usem a sua imagem para mais que vender Shampoo. A Amnistia Internacional também tem feito alguma diferença. Está a fazer uma recolha de assinaturas (para a qual já contribui) para que possa fazer pressão junto dos governos e exigir respostas. Querem um tratamento humano dos refugiados, que o assunto seja enfrentado e que a Europa corte relações com os países que não respeitem os direitos humanos. É pouco? Mas todos unidos fazemos algum ruído.

    Quando temos jornais com impacto, a fazer os disparates do género do “The sun”, temos de no mínimo não ficar calados.

    Espero sinceramente que as pessoas, deixem de assobiar para o lado e entendam que a Terra é redonda e está sempre em movimento e o que parece que não as afecta agora, mais tarde ou mais cedo entra pela porta. A vida tem de ganhar a guerra ao dinheiro.

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