Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

“– Olá, como estás?” (1)

Essa simples pergunta do título, feita quase sempre em piloto automático, obtém a mesma resposta a maioria das vezes:

“– Bem. E tu?”

Estamos realmente bem, quando respondemos isso? Estamos realmente interessados, quando fazemos essa pergunta?

Imagem de 坤 张 por Pixabay 

mascaras.JPG

O que dizemos uns aos outros, na grande maioria das vezes, está padronizado, inclusive a bendita pergunta sobre o estado de ânimo do outro. Eu já fiz a experiência de responder “não estou bem” e quase sempre obtive uma cara de pânico, do meu interlocutor. As pessoas, na sua grande maioria, não estão preparadas para lidar com o mau-estar alheio. Façam a experiência e se quiserem, partilhem aqui comigo.

Talvez exista uma falha educacional nesse sentido. Somos educados para buscar a felicidade, são poucos os educadores que apostam numa educação que ajude a criança a compreender, também, a sua própria tristeza. Quando uma criança chora, a resposta é deixa-la sozinha a lidar com esses sentimentos ou dizer frases de guião, como por exemplo a irónica “logo não fazes xixi na cama”, a indiferente “isso já te passa” ou pior “toma lá isto e pára de chorar”. Para não falar dos casos que acham que uma bofetada é a resposta (não é, deixo já aqui esclarecido). Este tipo de resposta, por parte dos educadores, à infelicidade dos mais pequenos, deixa uma mensagem subliminar poderosa: "se ficares triste, ficarás sozinho". Há uma desvalorização desse tipo de sentimentos por parte do adulto e isso depois transforma-se num padrão, que a criança repetirá na sua relação com o outro.

Raramente se vê os pais abraçarem os filhos e conversar sobre a razão daquelas lágrimas. Eu vejo muito pouco, mas felizmente parece um comportamento cada vez mais frequente. Isso dá-me um pouco de esperança nas mudanças futuras, porque falar sobre isso fará compreender esses mecanismos internos. É mais fácil aceitarmos o que compreendemos, tanto em nós, como no outro.

Não ignorem a tristeza, falem sobre ela. Não precisam ser técnicos, é só ter um par de ouvidos e algum interesse no outro. De preferência, sem julgamentos. Eu sei que é difícil, porque estamos programados para buscar nos nossos arquivos, as ideias pré concebidas que carregamos, para tentar desvendar os mistérios da vida, contudo nestes casos o melhor é preparar-se para ser surpreendido.

#livredemascaras

Calendário

Agosto 2020

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D