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Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Aerdna no Mundo?

A definição da palavra "mundo", não é restrita. A minha preferida, engloba os vàrios conjuntos de realidades concretas e imaginadas. Aqui veremos o mundo pela escrita de Aerdna.

Segurança e radares...

Receber a primeira carta, com a minha primeira multa em 15 anos de estrada, fez-me reflectir sobre o assunto. Para algo aquele radar já serviu! Mas, são os radares sinónimo de segurança nas estradas?

Na minha opinião, duvido. Porquê?

Se o condutor tem de estar constantemente a dispensar atenção ao conta-quilómetros, não a pode colocar naquilo que está a acontecer na estrada. E a atenção do condutor é vital para a segurança de todos, não pode ser focada em algo que devia ser um comportamento automatizado.

Vou tentar explicar, por donde vai o meu raciocínio. Eu entendo que os radares são um negócio enorme, que alimenta os construtores das máquinas, os auditores, os utilizadores, um mundo de polícias que se dedicam a colocá-los nos pontos estratégicos em vez de vigiar outros problemas mais sensíveis da sociedade e assim como uns quantos burocratas que se dedicam a enviar cartas e a ver estados de conta para se certificarem que os pagamentos foram feitos e etc...

Mas, o que devia ser crucial, é a segurança dos utilizadores das estradas. Não me parece que estar com a atenção constantemente desviada para os instrumentos do carro, o stress de passar dois ou três quilómetros e fazer travagens bruscas quando avistamos o dito cujo para que ele não nos fotografe, seja um bom augúrio para a segurança na estrada.

Acho que a existência deste aparelhos fixos em pontos estratégicos pode ser benéfico, porque à partida o prevaricador já vai ter atenção e vai moderar a velocidade. Sim, porque o excesso de velocidade é um problema e até aí estamos todos de acordo. 

Agora, existem outras maneiras de controlar a velocidade de uma forma mais eficaz. Eu pesquisei um pouco e verifiquei que países como a França onde os radares são mais que cogumelos, têm taxas de acidentes rodoviários muito acima da Alemanha, onde existe uma certa permissividade em alguns locais e um controlo eficaz nas zonas mais sensíveis, como é o caso das vilas. A Inglaterra, também passou da tolerêancia zero a outros tipos de controlo com muito sucesso.

Então, quais são as outras formas?

rue.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outras formas, são o correcto planejamento das vias. Por exemplo, nesta foto como se trata de uma zona residencial e a probabilidade de uma criança sair de casa a correr sem olhar é real, a necessidade de controlar a velocidade é imperativa. E o radar aqui, não teria efeitos garantidos, até porque há gente que não os respeita, que não se importa de pagar multas ou até que falsifica matrículas. São factos.

Mas ter de contornar o estacionamento cruzado e demarcado por altos rodapés de betão (ponham atenção ao estacionamento do segundo carro, em baixo), obriga a colocar toda a atenção do condutor na estrada e nas suas condições. E naturalmente, baixa a velocidade para que isso ocurra. Esta, parece-me uma das soluções mais eficazes para garantir a segurança de todos na estrada. E é muito mais barata para o bolso do contribuinte, com certeza.

Não sou técnica e muito menos engenheira rodoviária, mas a segurança é de todos. E obviamente vou pagar a multa dos 3 quilómetros a mais, porque isso é tão frustante de contestar que as pessoas pagam para não perder tempo. E quando se acabarem os pontos, já temos aí mais um negócio para ir comprar pontos para a carta (desculpem, é recuperar pontos). E tudo isto, dizem que por segurança. Nem os critíco muito, afinal é preciso inventar formas de ganhar dinheiro se não morremos à fome.

Entretanto, vamos morrendo por falta de verdadeiras medidas que nos garantam segurança, quando andamos na estrada. 

Se acham que exagero, vou deixar aqui outra foto de uma estrada bastante movimentada na zona de Albergaria a Velha, em Portugal.

RUE 2.JPG

Reparem que nesta estrada, rodeada de forma bastante abundante por casas e negócios, e onde se pode circular nos dois sentidos. Os passeios são inexistentes em alguns locais, obrigando as pessoas a andar na via. Ou a atravessar constantemente, para ir aproveitando o passeio que, ora é à esquerda, ora é à direita. Não existe neste lugar nenhum obstáculo que impeça a circulação dos carros com velocidade, a não ser um ou outro carro que estaciona de forma proibida em cima do passeio, contribuindo para que os peões, mais uma vez sejam obrigados a andar nas vias (se colocarem atenção, vêem isso acontecer junto do carro que aparece estacionado na foto).

Onde está o real investimento na segurança?

 Já cansa ouvir o mesmo discurso de sempre de que não há dinheiro para as escolas, para a segurança, para os hospitais, etc... E até acreditaria nisso, se depois não se vissem as resmas de dinheiro serem colocadas ao serviço da Banca. E até não me chatearia, se não trabalhasse numa empresa que vive de pedir empréstimos que sabe que nunca vai pagar. E mesmo assim, vivem à grande e à francesa. É o dinheiro do contribuinte, e o contribuinte é uma identidade sem rosto, nem corpo para nos vir chatear como deve ser!!!!!

As fotos são do Google Maps.

 

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